• Posturas - o Yoga que todo mundo conhece

    por Leandro Castello Branco em 15 de maio de 2012 | 15:29

    Quando comecei esse blog fiz questão de frisar que Yoga é muito mais que os exercícios que vemos por aí nas revistas e na mídia em geral. É uma prática, melhor, um estilo de vida voltado para o auto-conhecimento, que tem sua origem numa época e num lugar em que cada fase da vida de um indivíduo (estudar, casar e mesmo se aposentar) estava voltada para a preparação da sua mente. Preparação pra quê? Para a realização de que já somos aquilo que buscamos, ou seja, somos a causa de toda a felicidade e toda a paz que experienciamos na vida. E assim, com essa visão do objetivo final em mente, se estudava astrologia, gramática, canto de mantras, e fazia-se uma série de outras coisas como rituais, meditações, etc.

    Nesse contexto as poturas (chamadas de “asanas”) também tinham - e têm - o seu lugar. E um importante lugar, diga-se de passagem. + Leia mais

    Retiro de yoga e autoconhecimento

    O retiro é uma chance de ter um tempo só para você, longe das preocupações do dia-a-dia. Temos então oportunidade de entrar em contato com nossa real natureza através de práticas de yoga, meditação e relaxamento.

    por Leandro Castello Branco em 27 de março de 2012 | 14:58

    Pra quem não tem programa para esse feriado de Páscoa que se aproxima, deixo a sugestão…

    retiro-de-conhecimento

    Em tempo - Saraswati é a deusa do conhecimento, representa a capacidade de saber, de compreender, de reter o conhecimento e de trazê-lo à memória quando se precisa dele. Quem está estudando pra concurso já pode eleger a nova santa padroeira…… :)

    Voltei

    Vacas, macaquinhos, motoristas ensandecidos e yoga. A Índia tem isso e muito mais.

    por Leandro Castello Branco em 23 de março de 2012 | 17:23

    Pessoal, desculpe o sumiço. Passei um tempinho na Índia, estudando, meditando, recarregando as baterias. A viagem pra lá é longa pra caramba. São mais de 20h horas de avião e ainda tive a idéia louca de pegar um táxi de Nova Delhi e ir pra onde eu queria, mais ao norte. Resultado – cinco horas da mais pura emoção em uma estrada indiana na alta madrugada e cinco ou seis situações de quase morte. Andar de carro na Índia épura emoção. Não sei se todos dirigem feito malucos pois em situação normal ninguém jamais daria um carro na mão de um maluco. Só posso dizer que sou grato pela maior parte da população andar a pé, de bicicleta ou de auto-riquixá (uma motinho malandra de 3 rodas com capota). A cidade, Rishikesh, onde eu já havia passado um mês anteriormente, não é exatamente longe da capital. O google maps diz que são 236km, e que você faz em 3h e meia, mas é mentira, não acreditem nele!

    O problema não são as estradas – estão muito melhores do que muitas das nossas aqui. O negócio são os carros indianos e quem está por trás do volante. Imagina a cena: uma via de mão e contra mão, lotada de caminhões, algumas carroças, vacas e alguns poucos carros de passeio. A velocidade máxima é 80km/h que é o que dá pra alcançar, forçando o motor, e até que é bom que seja assim. Por que quando o camarada na Índia quer fazer uma ultrapassagem, ele mete o carro na outra pista, pisa fundo e seja o que Deus quiser. Sabe quando você vê na outra direção uns faroisinhos crescendo, crescendo, e pensa “Ai meu Deus, não vai dar, não vai dar….” E não dá mesmo! O outro carro é obrigado a ir pro acostamento da outra pista pra deixar a gente passar. Quando acontece isso aqui no Brasil, a gente pára o carro na hora e rola aquele climao de “caraça, quase morri.” Bom, lá o motorista nem piscou. Imagina agora 5h disso e você terá uma breve idéia do que é viajar de carro na Índia.

    Chegamos ao ashram (é assim que se chama o local de estudos clássicos) milagrosamente inteiros, por volta das 6 da manhã e um dia depois mergulhamos na rotina – 4:30 da manhã – templo, 7h meditação, 7:30 café, e por aí vai. Entre 4 aulas de vedanta (se tem alguém que não conhece esse termo ainda, tem uns textinhos passados que falam dele) diárias, com um dos maiores mestres vivos no assunto, aulas de mantras e a tranquilidade que só um lugar desses pode dar ao ser humano, eu diria que voltei meio não querendo voltar. Mas é o meu dever, meu dharma, e sigo alegremente em frente com as aulas, os cursos, retiros, e os textinhos aqui pra vocês.

    Estou de volta, perdoem o intervalo prolongado!

    Por falar em retiro, vou conduzir um agora na Páscoa. Já, já mando detalhes.

    Om Tat Sat.

    ps – vou tentar pôr umas fotinhos J

    Sobre o ano que começou

    por Leandro Castello Branco em 3 de fevereiro de 2012 | 11:11

    É um pouco tarde, o ano já começou faz mais de um mês. Nesse meio tempo já conduzi um retiro de fim de ano, um retiro de fim de curso de Formação em Yoga, já fui a São Paulo dar curso sobre Tantra, e várias outras coisinhas…. Parece que a única coisa que ainda não tinha feito era escrever aqui (minhas deculpas, aliás)!

    Mas, bom, o ano começa tão marcado pelo nosso desejo de mudança, pela esperança de um período melhor em nossas vidas, que eu não resisiti mesmo correndo o risco do assunto deste post parecer datado. Escrevendo sobre yoga e espiritualidade sinto que é meu dever lembrar (a vocês e a mim mesmo) que para o ano ser melhor, nós é que devemos ser melhores.

    A pessoa que saiu de 2011 é a mesma pessoa que entra em 2012, com os mesmos medos, as mesmas manias, os memos vícios, qualidades, preferências, aversões… Só que o no que chega nos traz a esperança de que tudo pode ser diferente. E pode mesmo, mas isso depende de nós que vamos viver esse ano.

    Pra tudo ficar na mesma, não se precisa fazer nada. A inércia é uma tendência de se permanecer no estado em que se está, já diz a física. A mudança é o início de um movimento ou uma mudança de direção, e isso exige esforço. A honestidade de olhar pra dentro e o esforço para fazer diferente. Para nós, a força que impulsiona a mudança é o desejo. Mas, o desejo da mudança deve ser fortalecido pela reflexão, pelo auto-estudo e pela disciplina.

    E por que? Porque às vezes queremos mudar, mas não sabemos exatamente o quê. Às vezes sabemos o quê, mas não como. E tem vezes que sabemos exatamente o que queremos e como chegar lá mas após um começo promissor, acabamos morrendo na praia. Por isso, o Yoga recomenda reflexão, auto-estudo e disciplina. Eu me vejo como sou, honestamente, onde quero chegar e me invisto da força para chegar lá. Eu me vejo capaz de mudar, capaz de ser alguém melhor.

    Então, quando estiver no trânsito com pressa e alguém pedir passagem, quando vir alguém na rua perdido, quando tiver bebido um pouco e pensar em dirigir, quando for votar nos nossos governantes, faça diferente. Faça melhor, seja melhor, por um 2012 melhor para todos nós.

    Om Tat Sat

    Uma meditação sobre o “Eu”

    por Leandro Castello Branco em 27 de dezembro de 2011 | 10:00

    O conteúdo da palavra “Eu” é pura consciência, sem nenhuma forma ou pensamento. Quando você ouve, se torna um ouvinte. Então, quando você pensa, se torna o pensador, quando pergunta, o perguntador. São muitos os papéis que você pode desempenhar: correr – corredor, falar – falador, dirigir, - dirigente. Nesses papéis que você desempenha, a Consciência, o “Eu” verdadeiro, é invariável, não afetada pelo que acontece nquele papel. Desde que seja somente o percebedor ou pensador você não tem problemas. Mas, quando interage com as pessoas, ou mesmo com os objetos, assumindo os diferentes papéis – como pai ou mãe, filho ou filha, marido ou mulher, vizinho, amigo, membro de uma religião, cidadão de um país, pessoa de uma raça específica – esses papéis trazem à tona certas reações da sua parte. Ser uma mãe é um papel, e portanto os problemas de ser mãe pertencem ao papel e deveriam ser limitados ao papel. Mas, é preciso muito auto-conhecimento para fazer de um papel somente um papel.

    A falta desse conhecimento mistura quem você realmente é com o papel que você eventualmente representa. E por causa do não-reconhecimento de que você está na verdade desempenhando um papel as reações vêm e se tornam muito reais.

    É esta pessoa, com todas estas reações que se senta em meditação. E é por isso que a meditação não acontece. Se meditar é ser você mesmo, você precisa se livrar das “sobras”. Nesse exato momento você não é mulher, marido, empregada, ou patroa, vizinha ou amiga, brasileira ou indiana. Você é apenas uma pessoa. É por isso que você deve prestar atenção no agora, em meditação. Agora, você não representa papéis, mas a pessoa raivosa que você viu como sendo você, enquanto desempenhava um papel não se foi. A raiva está lá, a tristeza está lá, arrependimento, desapontamento, falha, desespero e frustração - todos estão lá.

    Não há meio de ser você mesma, a não ser que você se dispa dessas “sobras”. + Leia mais

    Meditação reflexiva

    Podemos tentar meditar também refletindo, seguindo uma linha de pensamento simples sobre quem somos realmente e o que nos impede de ver isso.

    por Leandro Castello Branco em 20 de dezembro de 2011 | 14:13

    Achei muito legal o impacto das últimas meditações. Se eu tinha um objetivo com esse blog era passar à frente um conhecimento que adquiri ao longo dos anos com diferentes mestres e que, acima de tudo, fez uma diferença fundamental na minha vida. É muito emocionante ver o mesmo acontecer com algumas pessoas que, por acaso, calharam de ler o que escrevi.

    Pensando nisso, sigo adiante com o tema da meditação, que, espero, todas possam ter visto que não é nenhum bicho de sete cabeças e qualquer um pode fazer. E o melhor - não é preciso ter nada, apenas um pouquinho de tempo e um lugar tranqüilo.

    Uma meditaçãao excelente que podemos fazer também diz respeito à verdadeira natureza desse “Eu” que nós somos. Normalmente confundimos esse Eu com os papéis que representamos ao longo da vida. E assim, somos muitos “Eus” - o “Eu-mãe”, que age, fala e tem obrigações diferentes do “Eu-filha”, que é distinto do “Eu-esposa ou namorada”, que é diferente do “Eu-funcionária”, e por aí vai. Viver a vida é representar papéis, pois lidar com o outro é colocar-se em um papel. Quando estamos à frente do nosso filho temos o papel de educador, à frente do trabalho temos que desempenhar bem nossa função, pela qual somos pagos (às vezes, mal pagos, ok…), quando estamos à frente da pessoa amada somos confidentes, amantes, amigos…

    Até aí nenhum problema, tudo normalzinho. Porém, ao nos identificarmos profundamente com esses papéis, acabamos nos confundindo com eles. E quando o papel de mãe, ou de amiga, ou qualquer outro apresenta alguma falha, nós sofremos com ela. E nos consideramos um fracasso completo por causa dela. E nos esquecemos que, por mais importantes e fundamentais que sejam nossos papéis, eles não nos definem. Nós é que os definimos. Podemos ser um desastre completo como empregados ou patrões, ou pais e mães equivocados, mas isso são apenas funções que desempenhamos e que, certamente, devemos lutar para fazer o nosso melhor. Mas nossa felicidade e realização pessoal não podem depender de um papel. Se assim for, elas serão extremamente frágeis. Pois se nossa realização é sermos pais perfeitos, que faremos se as escolhas dos nossos filhos se mostrarem equivocadas? Se  a nossa felicidade é o emprego, que fazer quando somos mandados embora? A nossa felicidade está em sermos nós mesmos, e estarmos satisfeitos com nós mesmos. E, aí sim, poder fazer qualquer coisa sem jogar nela a responsabilidade de nos fazer felizes.

    E quando é que temos tempo para sermos nós mesmos? E mais, o que é “sermos nós mesmos”? Sempre que pensamos em nós é em referência a alguma outra coisa. Se você tentar falar alguma coisa sobre si sem o auxílio de algum outro objeto, você não vai conseguir dizer nada. Normalmente nos descrevemos para outras pessoas em termos do que gostamos, do que não gostamos, das nossas expectativas e das nossas experiências passadas.”Eu sou fulana, gosto de música, de sair com as amigas pra me divertir, não gosto de pessoas falsas, tenho 25 anos, já estudei Administração…”. Mas, afinal, quem é essa pessoa que fez isso tudo? Quem é que esse ser que se alegra e se entristece?  Quem é esse que envelhece aprendendo (ou não) com os erros?

    A meditação que eu vou colocar no próximo post, é uma reflexão sobre esse “Eu”, que não conseguimos alcançar com o intelecto, esse que já é completo em si mesmo, que é a fonte da felicidade que buscamos. É o eu que existe sem exigir nada de si mesmo e que não exige nada de mais ninguém. Ela foi retirada e traduzida livremente de um livro chamado “Talks and Essays” de um dos meus mestres, Swami Dayananda.

    Em breve colocarei ela online. Espero que aproveitem!

    Om Tat Sat.

    Yoga não é postura física, mas auto-conhecimento

    Diferentemente do que aparece aí na mídia, Yoga não é sentar-se feliz de pernas cruzadas. Praticar yoga é auto-estudo e reflexão. Éalgo que faz diferença na sua vida diária, resolvendo o problema fundamental do ser humano - sentir-se incompleto.

    por Leandro Castello Branco em 9 de novembro de 2011 | 13:21

    Outro dia escrevi uma reflexão sobre os avanços tecnológicos e a vida que fica cada vez mais corrida. Até que ponto as descobertas da medicina e da ciência podem nos acrescentar algo, de fato?

    Os Vedas, as escrituras que fundamentam as práticas espirituais da Índia, incluindo o Yoga, são datados de milhares de anos atrás. Entretanto, o conhecimento contido ali está mais atual do que nunca. Desde as épocas antigas, em que o ser humano ainda morava perto do chão, ainda comia coisas que tinham no máximo quatro sílabas, dormia quando sentia sono e acordava quando devia, a humanidade percorreu um longo caminho. E não necessariamente para melhor.


    Nos vemos hoje, em pleno século 21, com o mundo ao alcance de um clique do mouse, a medicina avançadíssima e vendo cada vez mais pessoas ultrapassarem a casa dos 100 anos com facilidade. Os olhos da ciência estão cada vez mais afiados e com eles enxergamos tanto a mais ínfima das partículas, quanto os confins do universo. A coisa chegou a tal ponto que espera-se dentro de poucos anos a descoberta da tal “partícula de Deus” (que fundamenta toda a matéria) e também a resposta para a criação do universo.


    Se você descrever o nosso mundo assim para alguém de fora, parece que tudo vai às mil maravilhas. Mas, sabemos que não é assim.

    Alguma coisa está faltando. Apesar dessa conexão tão próxima entre as pessoas do mundo, nunca nos sentimos tão sozinhos e essa sensação de individualidade e isolamento nos deixa entorpecidos para o sofrimento alheio. Passamos os séculos numa “evolução” que buscava ganhos materiais, esperando que esse ganho pudesse apaziguar uma carência interna, sempre presente. E agora, com o mundo aos nossos pés, nos damos conta de que nada disso é suficiente. Enxergamos as coisas mais minúsculas que um átomo, mas não podemos enxergar verdadeiramente a nós mesmos. E é aí que os Vedas mostram a sua importância atemporal. Porque eles falam sobre nós, sobre a razão pela qual sofremos e sobre o fato dessa dor, apesar de real, ter uma causa ilegítima.


    Os Vedas falam sobre um ser humano cuja natureza é livre de limitações, completa, e, por isso mesmo, feliz. Falam sobre como ignoramos essa natureza e como, cegos, vagamos pelo mundo tentando achar a nós mesmos. Eles falam da impossibilidade de qualquer coisa poder preencher essa sensação de vazio, pois é da natureza dos objetos materiais serem passageiros. Tudo que é ganho, pode ser perdido. Mas, acima de tudo, os Vedas falam para lembrar ao ser humano que a sensação de individualidade e isolamento é falsa. Uma onda, por maior e mais forte que seja, não está separada do oceano. Nós somos um com toda a Criação e para redescobrir isso, devemos olhar para dentro e não para fora. Ao nos vermos separados, nós criamos nosso próprio sofrimento.


    O estudo que leva à compreensão sobre quem nós realmente somos, devido à não-identificação com o corpo, a mente, os sentimentos e as emoções, é chamado Vedanta. O fruto desse estudo é a capacidade de viver satisfeitos com quem somos, da maneira que nós somos e ganhar a clareza para viver no mundo apreciando o que ele é, de fato – um fluxo do qual fazemos parte.

    Que assim possamos ser como a folha que cai em um rio e não se debate contra a força das águas. Reconhecendo o poder da corrente, fluímos com ela para onde quer que ela nos leve.

    Mini-curso de Meditação e Vedanta em São Paulo

    por Leandro Castello Branco em 26 de setembro de 2011 | 14:21

    Oi, gente!

    Aproveito pra dizer que no dia 15/10, sábado, estarei no studio Yoga Flow, em São Paulo, com um curso sobre Vedanta e Meditação.

    Vou falar sobre a causa do sofrimento, de que maneira podemos lidar com ele e como a meditação pode ajudar com isso. Será um curso pequeno, apenas três horas e meia, mais ou menos, e será baseado em um texto chamado “os Seis Versos sobre a Liberação”.

    Mais informações vocês podem ver aqui, na página do Yoga Flow - http://www.yogaflow.com.br/#

    Pra quem morar ou estiver em Sampa nessa data, eu recomendo pois é um bom estudo que fala sobre as razões do meditar e como podemos lidar melhor com nossas questões do dia-a-dia com muito menos stress.

    Vejo vocês lá!

    Om

    O que podemos esperar da meditação

    por Leandro Castello Branco em 23 de setembro de 2011 | 17:35

    Gente, em primeiro lugar, muito obrigado pelas impressões sobre as suas meditações. É bom saber que algumas pessoas tentaram pela primeira vez e que outras reiniciaram uma prática que estava esquecida. Como eu falei, meditar é mais fácil do que se pensa, e mais difícil do que se gostaria. Eu acredito que vale a pena dar um espaço pra ela no nosso dia.

    No começo parece que estamos no meio de uma tempestade de granizo, sendo que em vez de pedras de gelo, nós temos pensamentos acertando nossa cabeça. Pra seguir em frente, a gente tem que ter fé que a coisa vai ficar mais fácil, e fica mesmo. Na verdade, na comparação feita por um professor meu na Índia, nem é preciso ter fé, é simplesmente um efeito natural da sua dedicação. Ele disse – ”se você puxar ferro todo dia e comer muita proteína, você vai ficar fortão. Se você sentar e fizer o seu mantra todo dia, tentando ter um rotina mais saudável, por que não aconteceria o mesmo com a sua mente?”. Mas, enfim, é um processo meio lento e às vezes é bom olhar o que temos a ganhar com o nosso esforço suado (ok, meditar não faz suar nada, mas tudo bem). Então, o que podemos esperar da prática de meditação? Que benefícios isso pode trazer?

    Olha, muitos. Muitos mesmo. + Leia mais

    Meditação com mantras

    por Leandro Castello Branco em 1 de setembro de 2011 | 11:13

    Fiquei feliz de ver que muita gente se interessou pela meditação que eu passei da última vez. Vi vários comentários, aliás, quem quiser escrever dando um feedback de como foi meditar pela primeira vez, vai ser bem legal. Até porque quem já tentou fazer a outra vai perceber umas coisas diferentes nessa aqui.

    Como já deu pra notar, meditar é mais fácil do que parece e mais difícil do que você gostaria. Se você ficar calma demais, dorme. Se ficar muito ligada, começa a ter tremeliques de nervoso achando aquilo tudo uma perda de tempo. Meditar é isso – entrar em contato consigo mesma, entre os dois extremos da sua mente.

    Para fazer a meditação com mantras, as dicas iniciais continuam valendo – postura confortável, ambiente sereno, preferência pelo horário da manhã (quando as responsabilidades do dia ainda não tomaram forma). Tudo igualzinho. Na verdade, antes de tentar essa nova técnica, talvez você queira iniciar a sua sessão de meditação prestando atenção à sua respiração. Então, quando se sentir calma e confortável aí você começa a fazer “Japa”.

    “Japa” é o nome dado à repetição de um mesmo mantra e pode ser feito em voz alta, murmurando ou somente com a sua voz mental. Existem estudos comprovando que a repetição de um mesmo som, não importa qual, é capaz de fazer a mente entrar num estado meditativo. Ou seja: na prática se você repetir “dabong” durante um tempão a coisa já vai funcionar. Então, por que usar um mantra?

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