Meu jardim
Movimento Rosa
25 de julho de 2008
Essas mulheres... 11h40m por Mariela Barreira

Tive a oportunidade de morar um bom tempo na Argentina. Aliás, eu nasci lá, especificamente em Buenos Aires. Por isso, posso falar que são muitas as diferenças entre as mulheres daqui e as "hermanas", em todos os aspectos. Vou falar mais sobre o comportamento das cariocas, pois o Rio é o único estado que morei. Não gostaria de generalizar, já que sei que há diferenças entre as cariocas e as paulistas, entre as paulistas e as baianas, e por ai vai..

Moda, gostos musicais, costumes, responsabilidades, contato com a tecnologia, prioridades e até corte de cabelo. Convido vocês a ler um pouquinho sobre cariocas (Rio de Janeiro) e porteñas (moradoras de Buenos Aires).

Roupa colorida, biquínis pequenos, saias curtas e decotes são características das moradoras do Rio e Janeiro. Carioca tem orgulho de ser carioca, tem orgulho de dizer que mora neste paraíso. Não que as argentinas não tenham orgulho de morar em Buenos Aires, mas esse sentimento não é tão notável.

Carioca investe no corpo, malha o ano inteiro, não perdoa um final de semana sem praia. Vocês imaginam o Rio de Janeiro sem as academias? Eu não.

Ligadas em tecnologia, não ficam um dia sem internet ou sem celular. Criam blogs, comentam em sites, participam de redes sociais. Conhecem tudo sobre web e aguardam ansiosas o próximo lançamento tecnológico. O samba está no sangue, adoram festas e carnaval. Quem nunca tentou dar uma sambadinha que atire a primeira pedra!

Vamos dar um pulo em Buenos Aires. Andando nas ruas, você vê roupas formais, sem muitos detalhes. Um estilo mais básico, sempre nas cores preta, cinza e marrom. Bermuda e chinelo? Só no verão, e para ficar em casa. As mulheres se arrumam até para ir à padaria. Não saem de casa sem maquiagem. Elas não se preocupam com o bronzeado, o inverno lá é cruel, e ninguém vai perceber se você está um tom mais branquinha.

As noites são agitadas, mas elas preferem ir à casa de amigos para tomar mate (bebida tradicional da Argentina). Chamam todo mundo! A dança que faz mais sucesso é a cumbia, um ritmo tradicional da Colômbia, adaptado e modernizado.

Internet? Rede Social? Pouco se fala. A relação das porteñas com a tecnologia não é muito boa. "Não interessa se o celular não tem bluetooth ou internet, o que importa é que eu posso falar" é o pensamento de muitas.

Mas o que podemos dizer: mulheres são diferentes. Ainda bem! Imagina se todas fossem iguais? O que seria dos homens? 

Um beijo!

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22 de julho de 2008
A força da palavra escondida nos tons de rosa 18h19m por Mônica Donetto Guedes

Rosa bebê, Rosa pink, Rosa choque, Bege rosado...

Tantas possibilidades dentro de uma única.

Existe rosa para todos os "tons"...

O tom de rosa escolhido

Subjetividade de quem o escolhe.

Traduções do rosa podem ocultar ou desvelar

Podem marcar ou esconder

Podem denunciar ou reforçar...

A meiguice do rosa bebê

A sensualidade do rosa pink

A energia do rosa choque

A sutileza do bege rosado

A insegurança do rosa bebê

A arrogância do rosa pink

A magnitude do rosa choque

A incerteza do bege rosado

A infantilidade do rosa bebê

A alegria do rosa pink

A frieza do rosa choque

A suavidade do bege rosado

A delicadeza do rosa bebê

A força do rosa pink

A certeza do rosa choque

A contradição do bege rosado.

Todos tons...

Que quando percebidos

São significados e por isso

Únicos aos olhos de quem os escolhe.

De cor passam a compor

Já não mais com a inocência de ser apenas um tom

Nem com a falsa idéia de que é apenas um rosa qualquer

Do lugar de quem os escolhe é tom sim... mas

Que dá uma nuance e designa sentido.

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16 de julho de 2008
Pequena grande heroína 18h28m por Ana Kessler

A Bia acordou com dor de ouvido. Na verdade, nem dormiu direito. A noite inteira semi-acordava chorando: "Mããããe, tá doendo". Eu conferia as horas, mas a próxima dosagem do antiinflamatório era só de manhã. Paliativo? Aconchego e conversa. E dá pra curar otite com amor? Dá pra amenizar. É assim: você pega a filhota no colo, enche de chamego, coloca na sua cama, faz um leitinho morno com mel, cafuné e canta para ela dormir. Repita isso quantas vezes for necessário. Você é mãe, você tem esse poder. E não adianta tentar revezar com o marido. Menos ainda, se você não tiver marido, como no meu caso.

Entre saltos e sobressaltos, a noite voou. Dormimos agarradinhas. De manhã, o despertador: "Mãããe". Lá estava o rostinho amassado da Bia, seu olhar sofrido e sua cabecinha inclinada, a mãozinha sobre a orelha: "Tá doendo". Marquei pediatra para a noite. Ministrei uma nova dose de Alivium. E, diante do pedido choroso para passarmos o dia juntas, conversamos de mulher para mulherzinha. "Filha, a mamãe precisa trabalhar e médica só pode olhar o teu ouvidinho depois da escolinha. Não há nada que nós duas possamos fazer a esse respeito. Você tomou remédio agora, a dor já vai passar. Segura a onda, filhota. Você é forte". Um sorrisinho forçado respondeu: "Tá".

Ela não queria ir pra escola e eu não queria me separar dela. Mas se há uma coisa na vida que a gente aprende desde cedo é que existe uma grande distância entre querer e poder. E que a felicidade mora na capacidade que temos de adequar os quereres ao que é possível. "Mamãe, então eu posso levar a minha boneca?", claro que sim. Sem dramas, aquele serzinho de três anos de idade levantou-se, vestiu-se, encheu a mochila cor-de-rosa de brinquedos e partiu, rumo à escola da vida, onde futuras guerreiras do dia-a-dia descendem de pequenas grandes heroínas.

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15 de julho de 2008

Hoje é Dia Internacional do Homem. E este blog que enaltece a essência rosa da mulher não podia deixar de prestar sua homenagem a eles, homens que certamente preferem azul e verde, mas que possuem inúmeras qualidades rosas. Afinal, são nossos companheiros, protetores, pais, amigos, irmãos, filhos, amores, ídolos e nossos eternos meninos, sejam eles pequenos ou grandes... Pois quem é que deixa a toalha molhada na cama? A meia jogada no chão? O sapato no meio do caminho? Eles são fofos, merecem a homenagem, mas não podemos facilitar!

Além deste post carinhoso, fizemos também uma matéria exaltando o que amamos no sexo masculino e denunciando o que detestamos!

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07 de julho de 2008

A telefonia móvel é uma autêntica balzaca: moderna, experiente, mas cheia de nuances ainda a serem exploradas e vivenciadas. Foi criada em 1978, no Japão; chegou ao Brasil na década de 90, mas foi só nos anos 2000 que deu os primeiros sinais de seu potencial. Agora, em 2008, a sua terceira geração começa a ser uma realidade tangível. Se você é daquelas que acredita que celular só serve para fazer chamadas, está profundamente enganada. Este pequeno aparelho (cada vez menor!) oferece inúmeras oportunidades de diversão e serviços: desde navegar pela internet a assistir filmes, passando pelo pagamento de contas e, em breve, o usuário poderá assistir cursos on-line.

Uma dessas muitas possibilidades que o celular oferece é o SMS (Short Message Service), um padrão que permite o envio de mensagens de texto. É o famoso "torpedo", termo já ultrapassado, mas que muitos ainda insistem em usar. A primeira mensagem foi um singelo "Merry Christmas", enviada pelo engenheiro Neil Papworth para o diretor da Vodafone, Richard Jarvis, há quinze anos. Ele mal sabia que tinha criado um poderosíssimo canal de comunicação que, só no ano de 2006, movimentou parcos US$ 80 bilhões em todo o mundo.

Muito além de mandar simples recadinhos para amigos, namorados e afins, hoje as mensagens de texto são plataformas dos mais diversos serviços. E isso com apenas 160 caracteres - tamanho máximo permitido pelas operadoras brasileiras. Na Inglaterra, por exemplo, você pode pedir pizza, chamar um táxi e receber alertas sobre as condições dos principais campos de golfe antes de pensar em arrumar os tacos e bolinhas e desperdiçar sua viagem. As autoridades chinesas enviaram SMS para alertar as pessoas sobre áreas de risco após os terremotos que destruíram diversas cidades no país, algo em torno de um milhão de mensagens. E em Indiana, nos Estados Unidos, há um serviço que denuncia a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade. A mensagem vai direto para a polícia.

Existem ainda as curiosidades (bizarrices para uns, serviço de utilidade pública para outros). Que tal ser avisado se a vodka que você está comprando é 100% verdadeira? Na Rússia já está em funcionamento um serviço como esse. Já na Finlândia, só é possível entrar nos banheiros públicos (fechados por causa da ação de vândalos) se o usuário mandar a mensagem "open" para um shortcode (um número, para facilitar). Imediatamente a porta se abrirá. O bom é que este SMS não tem custo adicional. Menos mal... Ainda falando em sanitários, na Inglaterra (God, que povo criativo!), a subprefeitura de Westminster, em Londres, bolou um serviço, digamos, interessante. Se você estiver apertado, é só mandar uma mensagem para um shortcode com a palavra "toilet". Em poucos minutos, você saberá qual é o banheiro público mais próximo! Isso tudo para acabar com o cheiro de xixi nas ruas.

São inúmeras as histórias e utilidades de uma simples mensagem de texto. Se lá fora a popularização é tão grande, com tantos serviços oferecidos, aqui no Brasil este ainda é um campo a crescer. Promoções, chats, quizzes, leilões reversos, sistemas de votação, cupom e envio de conteúdo são exemplos de produtos já disponíveis. Mas ainda há muito potencial de crescimento, principalmente porque as mensagens são simples e fáceis de usar, custam menos que uma ligação e quase a totalidade dos aparelhos celulares atualmente permite o envio de SMS, inclusive de clientes pré-pagos.

Talvez seja por isso que o SMS seja a nova menina dos olhos do mercado publicitário, voltados com toda a força para o mobile marketing. E as pesquisas demonstram este potencial. Um estudo promovido pelo instituto Qualibest mostrou que 66% dos entrevistados acham que a propaganda pelo celular é eficaz na divulgação de uma marca ou produto, e 71% admite que esta ferramenta é um estímulo à procura de mais informações. E ainda tem mais uma grande vantagem: 53% das pessoas gostaram de receber propaganda no celular!

E são as mulheres que alavancam as estatísticas. Com a crescente participação delas no mercado de trabalho, sua renda e seu poder aquisitivo conseqüentemente só aumentam. Elas se tornaram cada vez mais responsáveis pelo sustento da casa e da família e têm maior poder de compra. Para ilustrar, as mulheres já possuem mais da metade das linhas celulares do mercado: 54%, segundo uma pesquisa da operadora Vivo, do ano passado. Em 2002, esse número era de 43%. Nestes cinco anos, o número de assinantes mulheres de linhas celulares aumentou 7,9 milhões por ano, contra 5,4 milhões dos homens. De acordo com o estudo, há um mercado potencial de 36 milhões de mulheres que ainda não possuem linhas, sendo que 14% destas declararam que têm intenção de compra.

Dentre os serviços mais utilizados, destacam-se os produtos considerados agregados: o envio e recebimento de SMS, o acesso a músicas e vídeos, a troca de fotos e imagens e o acesso à internet. Para se ter uma idéia, entre mulheres na faixa etária de 19 a 24 anos, 88% utilizam o serviço de mensagem de texto, seja envio ou recebimento de conteúdo.

Aliás, conteúdo feito especialmente para este grupo é o que não falta nas operadoras. Existem muitos canais focados exclusivamente para o público feminino: dicas de beleza, estilo, saúde, cuidados com a casa e os filhos, horóscopo. É só assinar os alertas e você receberá mensagens com assuntos específicos para suas necessidades. (O Bolsa de Mulher mesmo oferece o serviço!)

O quê? Ainda não está convencida de que um celular é capaz? Então, que tal essa: corre pela internet a história de uma egípcia que entrou na justiça para pedir divórcio baseada em mensagens recebidas via SMS. Ela não atendeu a ligação de seu cônjuge e, por isso, recebeu a delicada mensagem enviada pelo próprio: "Eu peço divórcio, pois você não atendeu a ligação do seu marido". Um lord, praticamente. Como o episódio ocorreu mais duas vezes, a esposa entrou com uma ação de divórcio junto ao tribunal de família. Consta que, pela lei Islâmica, um homem pode pedir o fim do casamento se declarar o fato por três vezes. A senhora Abul Nasr, gentil, adiantou a missão... Ela ainda aguarda julgamento. Há notícias de uma separação judicial bem-sucedida utilizando o SMS que ocorreu nos Emirados Árabes, em 2001.

Verdade ou não, quem duvida do poder de um aparelhinho desses em mãos e mentes tão habilidosas?

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02 de julho de 2008
Você vê a vida em cor-de-rosa? 10h34m por Luana Martins

Tem dias que a gente acorda e parece que nem devia ter saído da cama! O leite derrama no fogão. A roupa que você havia separado no dia anterior para trabalhar aparece sem um botão. Você sai atrasada de casa e o carro enguiça no caminho...

Por todos esses imprevistos, parece que nem sempre é possível manter aquele olhar positivo sobre as coisas, não é mesmo? Há quem bote toda a culpa do fracasso no destino. Mas, você já parou pra pensar o quanto você é responsável por sua vida? Pelas alegrias que recebe?

Você já notou que, se não fossem as dificuldades a serem ultrapassadas, não seríamos nunca diferentes. O bom do imprevisível é que ele nos transforma. Algumas dessas mudanças são causadas por situações da vida. Outras, postas por pessoas que passam por ela, e muitas, ocasionadas por nós mesmos - que, diante dos fatos, mudamos nossa forma de pensar e agir.

Faça o teste e descubra se você vê a vida em cor-de-rosa!

A cada novo dia somos um pouco diferentes do que éramos ontem e, certamente - uma das poucas certezas de nossas vidas - diferentes do que seremos amanhã. Medo e angústia? Todos temos! Temos medo de pisar em falso, fazer escolhas erradas e irreversíveis. Talvez fosse melhor termos uma bola de cristal, capaz de tudo revelar. Mas, lá no íntimo, - vamos, olhe bem - notaremos que essa falta de um estudo probabilístico sobre o futuro é a maior responsável pela diversidade da vida!

Cada hora que passa é diferente da que já foi, cada minuto perdido é algo que JAMAIS se repetirá. Você quer correr o risco de perder esse segundo? Acorde todo o dia com a sensação de que o hoje é o dia de fazer tudo ser especial! Busque trazer para sua vida esse um segundo que será diferente de todos os outros e, no final de tudo, quem sabe, você terá muitos minutos, horas e talvez até dias de intensa felicidade pra contar.

Ria mais, dance quando ninguém estiver olhando, cante no chuveiro e fora dele, dê "bom dia" com o real desejo de que o dia seja bom. Sorria mais, fale palavras bonitas que você havia arrancado do seu dicionário. Sonhe, lute pelos seus desejos e não se preocupe tanto. No fim, tudo se resolve. Assuma essa visão. Seja rosa!

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