Tome uma atitude Cor-de-Rosa

01 de julho de 2009 13h47m por Carolina Mouta

Barbie na passarela


Novidades à vista! Muito em breve a Barbie ganhará mais cinco novos modelitos para compor o seu tão antenado guarda-roupa. Afinal, a boneca acompanha há 50 anos as tendências das passarelas e está sempre por dentro da moda! Dessa vez, os responsáveis por deixarem a boneca ainda mais fashion são o estilista Dudu Bertholini e a modista Rita Comparato, da grife Neon.

O convite partiu do colecionador das bonecas, o psicólogo Carlos Keffer, e, foi aceito sem pestanejar. "Eu não pensei duas vezes para aceitar o convite. Adorei simplesmente porque acho a boneca fantástica! A Barbie faz parte do imaginário de todos nós", conta Dudu.

A escolha de Dudu também não foi mero acaso. "A marca Neon revela uma mulher descontraída, tropical, alegre e superpositiva! O Dudu é um amigo que sempre foi apaixonado por Barbie. Quando montamos o projeto da 2a Convenção Nacional de Colecionadores de Barbie, conhecida como BarbieBrasil, imediatamente pensei nele para a composição dos exemplares exclusivos para o evento", diz.

A ideia do estilista era investir em uma Barbie diferente, por isso, pediu a Keffer que cedesse alguns exemplares de sua coleção (que já conta com mais de 500 Barbies). "Ele enviou cinco, cada uma mais linda que a outra!", empolga-se Dudu. A escolha das bonecas foi criteriosa. De acordo com Carlos Keffer, essa busca pelas modelos perfeitas tomou algum tempo. "O Dudu solicitou uma diversidade e eu adorei. Fiquei meses caçando as que mais se encaixariam".

Foram escolhidas pelo colecionador uma Barbie Oriental muito rara, que tem o quadril e seios menores, além de cabelos lisos até a cintura - segundo Dudu, um escândalo! -; duas Barbies negras, uma com cabelo liso e outra com cabelo cacheado, que são, na opinião de Keffer, "alguns dos mais belos rostos negros de toda a sua história"; a Barbie Espanhola, que possui
feições bem latinas, maquiagem forte e silhueta curvilínea; e, por fim, a Barbie Super Star, no estilo anos 80, que é a que mais se assemelha com o modelo mais conhecido da boneca: olhos azuis e cintura pronunciada,
além do cabelão loiro.

Com tanta diversidade, ficou fácil para os estilistas trabalharem. As tendências da grife se farão presentes nas peças, que trazem basicamente os elementos étnicos já trabalhados pela marca. "São diferentes estilos que pudemos trabalhar dentro do universo a que estamos acostumados", revela Dudu. As roupas serão inspiradas na coleção lançada nessa última edição do São Paulo Fashion Week. E, já que muita gente não sabe que existem bonecas Barbie em versão oriental, negra e hispânica, a variedade servirá, ainda, para quebrar alguns paradigmas.

As Barbies vestirão os ícones da grife de Dudu: roupas de festa e moda praia. A Barbie Oriental vem arrasando em um pareô étnico e, tanto a espanhola quanto a Super Star serão vestidas com modelos de gala, produzidos por Jorge Varela. Mas, por enquanto, tudo é um mistério só. Nem o próprio Carlos pode conferir as peças. "Estou supercurioso! O Dudu é muito caprichoso e está muito envolvido neste trabalho. Tenho certeza que ele vai arrasar!", adianta.

Dudu Bertholini comenta que o trabalho de produção das peças está a todo vapor e que os exemplares darão parte do BarbieBrasil 2009, convenção exclusivo para colecionadores que ocorre no Senac Lapa Faustolo, nos dias 11 e 12 de julho. "Posteriormente, uma das peças será exposta no Museu Encantado Barbie, no Shopping Cidade Jardim", adianta Keffer.

Ao final do BarbieBrasil 2009, uma das peças será leiloada, com o aval de Dudu. "Acho nobre que revertam a renda", ratifica. De acordo com Carlos Keffer, o que for arrecadado será doado para o Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, conhecido por sua luta contra o câncer. Ao que tudo indica, o leilão será pra lá de concorrido. "Participarão os trezentos colecionadores inscritos no evento. Nem é preciso dizer que todos estão excitadíssimos com a possibilidade de adquirirem para seus acervos pessoais uma Barbie tão rara e tão brasileira!", finaliza o colecionador.


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25 de junho de 2009 13h10m por Marcelo Almeida

Poema Rosa


Gentileza gera gentileza,
Foram palavras do profeta.
Fundamental, pois, é a beleza,
Dizem os versos do poeta.

Quinta é bela.
E gentil.
Véspera da véspera.
Sutil.

Quinta.

O dia em que tudo é mais bonito,
Otimista, sensível e solidário.
É o dia em que a gente extravasa,
O que guarda em nosso mundo imaginário.

A gente veste, na quinta, um sorriso
E sai às ruas com o propósito do abraço,
Se entrega na guerra pela paz,
Na qual não existe a dor nem o cansaço.

A gente usa um repertório de elogios,
A gente liga pros amigos de escola,
A gente ri dos nossos próprios desvarios,
E liberta nossa alma da gaiola.

Na quinta a gente come sobremesa,
Aquela com recheio de infância.
Na quinta a gente fala com franqueza,
Sem jamais permitir a arrogância.

Quinta é o dia do 'bom dia',
Do 'por favor' e do 'muito obrigado'.
Da gargalhada plena de alegria,
Do olhar terno, doce e delicado.

Na quinta, a gente muda o destino.
E põe em verso o que estava em prosa.
Quinta é um dia feminino.

Quinta é um dia cor-de-rosa.

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24 de junho de 2009 11h49m por Carolina Mouta

Colecionadores de Barbie


Colecionar é uma atividade fascinante. Só quem pratica sabe. E não tem idade. Quando criança tínhamos as nossas preferências - papéis de carta, chaveiros, adesivos. Com o passar dos anos, nos encantamos com outros (ou eventualmente os mesmos) artigos: selos, bolsas, carrinhos, bonecas... A brincadeira acaba se transformando em admiração e, por isso, a Barbie é um claro exemplo de brinquedo que desperta, de forma especial, o interesse de diversas pessoas. E vira coleção fácil, fácil.

A estudante Renata Lima, de 16 anos, iniciou a sua quando tinha nove anos. Em cada data, seja aniversário, Dia das Crianças ou Natal, um novo exemplar era inserido em seu pequeno acervo. Todo mundo tinha que colaborar: mãe, pai, avós... Hoje, há outras comemorações em que Renata não abre mão da boneca. "Para o Dia dos Namorados não há presente melhor", sugere.

Sua coleção conta "só" com 53 exemplares, segundo ela, bem comuns. "Quero partir para as bonecas raras, itens de coleção mesmo, com uma carga maior de história. Chegou a trocar acessórios como casa e carro, além do Ken, por exemplares especiais da boneca. "Algumas amigas se interessavam por coisas que, para mim, não tinham sentido. Eu queria a Barbie mesmo", observa. O sonho de consumo da colecionadora é a Marilyn Monroe Blonde Ambition Barbie Doll, uma relíquia que vem produzidíssima em um elegante vestido longo dourado. "Eu vi em um site. A boneca é glamourosa, magnífica!", diz.

A artista plástica Gri Alves começou sua coleção há dois anos, quando ganhou a primeira Barbie do marido, realizando um antigo sonho da infância. "No Dia dos Namorados de 2007 ele me presenteou com uma Barbie, muito parecida com a que tive quando criança. Foi então que comecei a pesquisar sobre a boneca, já que sempre foi meu sonho de consumo. De lá para cá não parei mais", conta. E, mesmo com o pouco tempo, Gri tem muitas histórias para contar. "Devo ter umas 200 Barbies. São todas raras e ficam num local especial em casa que é chamado de ‘Quarto da Barbie'", relata.

E quem acha que colecionar Barbies é coisa do sexo feminino está enganado. A prova viva de que os homens também se apaixonaram pela Barbie é o psicólogo Carlos Keffer, possuidor de uma das maiores coleções brasileiras da boneca: são 570 modelos, reunidos desde 1996. "Começou como um hobbie, para ter em casa uma espécie de ‘museu do imaginário popular' - com as bonecas que representavam personagens clássicos do cinema", explica.

No início dos anos 90 começaram a ser lançadas no mercado Barbies em edições para colecionadores e isso despertou a vontade de Keffer. As primeiras eram inspiradas em filmes de Hollywood e as séries eram limitadas. "A primeira foi a Barbie Minha Adorável Dama, do musical do mesmo nome - e representava a história clássica de superação da mulher pobre e humilde que se torna uma princesa", relata.

Sua coleção é bem focada. Tanto que, do total, cerca de 550 exemplares estão em exposição no Museu Encantado Barbie, no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Apesar da quantidade, Keffer raramente ganha algum exemplar. "Compro a maioria delas. É difícil comprar de uma série diferente das que sempre colecionei", diz.

Mas, mesmo em meio a tantas bonecas, é possível destacar a mais especial. "A Classic Grace Barbie, uma boneca de porcelana inspirada em um quadro do pintor impressionista Degas. Ela está em pose de arabesque e veste roupa de balé clássico toda rosa!".

Raridades também estão na pauta dos colecionadores. Carlos destaca a primeira hippie, de 1971. Mas eleger uma não é tarefa das mais fáceis. A de Gri é uma Barbie Citrus. "Ela é uma raridade pois só foram fabricadas 999 no mundo todo". Essa boneca também é a preferida da artista plástica e seu modelito fashion será copiado por Gri em breve. "Ela usa um vestido em duas tonalidades de rosa e esse será o modelo que vou usar na minha festa de Bodas de Prata", comenta.

Sem dúvida, a maioria dos colecionadores de Barbie sonha em ter o primeiro modelo lançada no mercado! Afinal, ela foi o pontapé inicial para todo esse mundo de magia. O exemplar vestia um maiô listrado em preto e branco, calçava sandálias de saltos altos e tinha as sobrancelhas bem delineadas. Uma diva cheia de classe! Só para se ter uma ideia sobre o fascínio que esse modelo exerce sobre os colecionadores, Carlos chegou a vender seu carro recentemente para adquirir a primeira Barbie.

Parece uma ‘caça ao tesouro'! Quem coleciona Barbies gaba-se de portar exemplares limitados e não poupa esforços para conseguir os mais raros. Imagine só ter em sua coleção uma das poucas Barbies confeccionada com o rosto da Cher ou da Elizabeth Taylor. Um luxo só, não? Acompanhar leilões e comprar versões menos comuns do brinquedo são práticas adotadas entre seus seguidores. "Fiquei acordada de madrugada para acompanhar um leilão pela internet. Fui a vencedora e pude ficar com a Barbie que tanto queria no momento", conta Gri Alves.

Como diz Carlos Keffer, sem dúvidas, a Barbie deixou de ser boneca para se tornar uma celebridade, com personalidade e cheia de histórias. Por isso, nem pense que os colecionadores pechincham na hora de somar mais um exemplar à coleção! Muitos abrem mão de quantias consideráveis, só pelo prazer de conquistar um modelo raro. "Além da aquisição da primeira Barbie, também me lembro que pela Barbie Maria Antonieta paguei mais de R$ 1 mil. Mas não me arrependo, valeu mesmo. Hoje esta boneca custa mais de R$ 3 mil nos leilões!", comemora o psicólogo.

Mesmo valorizadas, não é fácil conseguir tirar uma Barbie do seu dono! Cada uma exerce um fascínio diferente. "Ela representa, de forma lúdica e divertida, as múltiplas facetas da nossa cultura pop, homenageia atrizes e estilistas. Ela torna real e concreto sentimentos, lembranças: cenas de filmes que não esqueceremos, estilos, culturas e reinos distantes - e principalmente a fascinante história da mulher e suas vicissitudes", explica. Agora, vamos combinar: colecionador de carteirinha não pode se descuidar nunca. "Como a Barbie número 1, outras são raras e a coleção é grande. Por isso, mantenho um seguro permanente para elas", conta Keffer.

O fato é que a Barbie, mesmo depois de tantos anos, continua sendo imbatível. Mas Carlos Keffer tem uma explicação psicológica, para isso. "Ela é uma deusa camaleônica, que se apodera dos traços mais marcantes das beldades de cada época e junta tudo em seu fascinante corpo. Para se manter desejada e bela, ela precisa acompanhar as mudanças da sociedade de forma rápida e perspicaz. E isto ela faz com excelência".

A coleção de Barbies também serve como uma terapia. "É bom demais poder deixar aflorar a criança que vive dentro de nós. Não há nada melhor do que poder entrar no quarto das minhas Barbies e apreciá-las, organizá-las, escovar os cabelos delas. Isso me deixa mais calma quando o estresse do dia a dia atinge seu limite", conta Gri.

Além de possuir dezenas de bonecas, os colecionadores também sabem sobre a sua história, entendem tudo sobre suas transformações e de seu guarda-roupa durante as décadas, e têm, na ponta da língua, as principais séries de coleção e com que objetivo foram produzidas. É um plus necessário para qualquer adorador. Bom, se você quer se enveredar por esse maravilhoso mundo das coleções de Barbie, mãos à obra! No site www.barbiecollector.com há várias informações sobre séries e exemplares exclusivos.

Não deixe também de visitar o Museu Encantado da Barbie, que acontece até o dia 31 de julho, no Shopping Cidade Jardim, na Avenida Magalhães de Castro, 12.000, São Paulo. O espaço, dividido em sete ambientes, funciona de terça-feira a sábado, das 10h às 21h; e no domingo, das 12h às 18h. A entrada é gratuita. Mergulhe nesse mar de cultura e diversão!

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19 de junho de 2009 16h13m por Equipe Bolsa de Mulher

Está chegando a Quinta Rosa!


Na semana que vem, temos mais uma Quinta Rosa! Prepare-se, temos várias supresas legais pra você!

Para comemorar a data, o Bolsa de Mulher preparou um especial Moda Rosa, com dicas de como combinar os tons de rosa neste inverno. Vocês também vão encontrar um teste de perfil especial, revelando o tom de rosa que combina melhor com a sua personalidade. Confira e abuse do rosa nesta estação!

Além disso, a semana promete, com cardápios cor-de-rosa nos melhores restaurantes do Rio de Janeiro. E tem coisa melhor nesse friozinho do que uma comidinha gostosa? Veja no post abaixo os restaurantes que levaram o Movimento Rosa para suas mesas.

E você? Já escolheu a sua atitude rosa de junho? Acesse o site do Movimento Rosa e conte pra gente!

Um beijo da equipe Bolsa de Mulher.

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17 de junho de 2009 18h09m por Equipe Bolsa de Mulher

Gastronomia rosa


Na semana de 22 a 28 de junho, o Movimento Rosa tomará conta da gastronomia do Rio de Janeiro. De drinques a menus completos, vários restaurantes da cidade aceitaram o desafio de criar uma opção Rosa, para você se lembrar que existe beleza, sensibilidade e otimismo no mundo. Não é sempre que vemos comidinhas e bebidas cor-de-rosa (e deliciosas) por aí. Então aproveite!

Agradecemos ao site Mesa Express, especializado em reservas online nos melhores restaurantes do Rio de Janeiro e arredores e, agora, em expansão para São Paulo.

Confira os restaurantes cariocas envolvidos e suas opções cor-de-rosa:

Armazém Devassa

Ipanema

Faça sua reserva pelo Mesa Express!

Cardápio:

Coupe de morango com chantilly e amêndoas

Puebla Café Taqueria

Rua Voluntários da Pátria, 448 lj. 23 - Cobal Humaitá - Botafogo

Telefone: (21) 2286-5623

Horário: Terça a sábado, a partir de meio-dia

Cardápio:

Quesadilla de queijo de cabra, com abobrinha e nirá, em tortilla de açafrão com beterraba + caipivodka de morango com pimenta rosa - R$ 23

Jasmim Manga CyberCafé e Restaurante

Rua Paschoal Carlos Magno, 143, Largo do Guimarães, Santa Teresa

Telefone:: (21) 2242-2605

Cardápio:

Energia Rosa - Suco de Laranja, Cenoura e Beterraba - R$ 5

Caldo Rosa - Caldo de Abóbora, Tomate, Ervilha e Macarrãozinho - R$ 8,90

Camarão Rosa - Camarão com Tomates, Flambado no Uísque com Arroz de Gorgonzola - R$ 32

D. Rosinha - Creme de Goiaba com Sorvete de Yogurte - R$ 8,90

Bar d'Hôtel

Leblon

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Cardápio:

Caipiruby – vodka, frutas vermelhas, açúcar e gelo

Bar da Praia

Leblon

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Cardápio:

Wrap no Pão Folha de Salmão com Cream Cheese temperado com Wasabi e Pepino Agridoce

Confraria Carioca

Botafogo

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Cardápio:

Vinhos Rosé em taças

Fogo Carioca Bistrô (especializado em flambados! uau!)

Copacabana

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Cardápio:

Rizo Goiaba Camarão - R$ 39,70

La Finestra (Hotel Porto Bay)

Copacabana

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Cardápio:

Spaguetti Rosa a Bolognesa - R$ 32,00

Sorvete de Morango com crumble de suspiro de framboesa - R$ 12

Rose Drink (vodka, laranja, abacaxi, goiaba e groselha) - R$ 12


Le Brants
Flamengo
Faça sua reserva pelo Mesa Express!

Cardápio:

Quiche de Morangos com Creme (com ou sem sorvete) - R$15


Market Ipanema

Ipanema

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Cardápio:

Caipirinha de frutas vermelhas; espumante rosê; suco de framboesa, amora, iogurte e mel. Salada de salmão defumado. salmão grelhado com arroz negro. berry com sorvete de iogurte.

Mensateria

Barra da Tijuca

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Cardápio:

Drinque Melancia com Absolut Vanilla

Nhoque de beterraba recheado com queijo brie na manteiga de ervas

Mousse de goiaba com chantilly ao vinho do porto

Chá de frutas vermelhas com toque de limão

Quadrucci

Leblon

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Cardápio:

Drink Quadrucci (abacaxi, Absolut vanilla, grenadine) – R$ 17

Restaurante Terraneo (Hotel JW Marriott)

Copacabana

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Cardápio:

Menu Degustação com Pink Flamingo Martini e Espumante Rose - R$ 65

Taiyou Sake & Sushi Bar - (Hotel JW Marriott)

Copacabana

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Cardápio:

Festival de Sushi com Espumante Rosé - R$ 65

Zazá Bistrô

Ipanema

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São Sebastião

Leme

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Cardápio:

Tartare de Crevettes Citron (camaroes picados, tomate e pesto de basilico roxo)

Salade Parma Original (rúcula, tomatinhos orgânicos, parma e lascas de Grana Padano)

Poisson Grillé au Citron (filet de namorado grelhado no capim limão e legumes orgânicos jovens)

Mousse Blanc (mousse de chocolate branco e calda quente de frutas vermelhas)

Ten Kai

Ipanema

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Cardápio:

Atum com Sumissô

Morango flambado com sorvete

Frozen de Morango

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12h57m por Carolina Mouta

Barbie e a socialização


Qual é o adulto que não se lembra, com saudade, dos velhos tempos de criança? Há alguns anos eram as brincadeiras ao ar livre, passadas de pais para filhos, que promoviam diversão, saúde e desenvolvimento psicomotor. Ainda hoje, brincar é muito mais que passar o tempo: colabora com a socialização, oferecendo aos pequenos a oportunidade de se inserir em atividades coletivas. Criança que brinca também tem sua aprendizagem acelerada, é curiosa, corre atrás de novos conhecimentos. Por isso, brincar é tão importante. De tão importante, virou coisa séria.

Você não concorda? Então responda: o que pode ser mais sério na vida de uma criança? Através de suas brincadeiras ela transmite aos adultos sua forma de ver o mundo, desenvolve suas habilidades visuais e auditivas. Crianças tolhidas de brincar podem ter sérios problemas psicológicos, sofrendo rupturas e bloqueios em seu processo de desenvolvimento.

Hoje em dia, o lúdico tem dado lugar à tecnologia, isso é verdade. Bonecas e carrinhos são facilmente substituídos por videogames e ninguém mais brinca na rua ou no playground.

Mesmo assim, a brincadeira é importante para o desenvolvimento dos pequenos. "A família tem um papel fundamental para a inclusão da criança em atividades diferentes das que ela está acostumada. Cabe aos pais, por exemplo, ensinar ao filho os prazeres de brincadeiras ao ar livre e de atividades que melhorem a coordenação motora", diz a psicopedagoga Paula Freitas.

Por mais simples que sejam, as brincadeiras estimulam os processos de desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança e também é uma forma de autoexpressão. "Brincar é fundamental para a saúde física, mental e emocional de uma criança", observa a especialista.

Crianças mais novas tendem ao egocentrismo. É normal! Aos poucos, sua interação com os brinquedos e com outras crianças constrói algumas relações. "Entretanto, seus conhecimentos a respeito desse novo mundo que surge a sua volta não são suficientes para que a criança estabeleça relações em grupo. Por isso esse individualismo no primeiro momento", explica a psicopedagoga.

Quando a criança vai para a escolinha, por volta dos dois anos, pais e professores unem esforços para favorecer a liberdade e a relação com as outras crianças. "Brincar em grupo faz com que a criança se estimule cada vez mais", atesta Paula. A partir daí, o processo de socialização começa a acontecer. É lento, gradativo, mas inevitável. Que bom!

Brincando juntas, as crianças criam situações imaginárias: os meninos viram super-heróis, as meninas se transformam em Barbies, imitam o papai ou a mamãe e exercem papéis bem diferentes da sua realidade. "O mundo em que mergulham na hora da brincadeira ajuda a desenvolver sua criatividade e inteligência. Crianças não fazem brincadeiras sem pé nem cabeça. Tudo tem um porquê, um motivo", diz a especialista.

Como tudo na vida, as brincadeiras também seguem algumas regras de comportamento. Ano após ano, a criança vai aprendendo a interagir com os coleguinhas e compreender que estes podem ficar tristes com certas atitudes. Percebe que é normal ganhar ou perder, aprende a compartilhar, a esperar sua vez, a respeitar o outro. De acordo com a pedagoga, os laços de amizade ficam mais fortes e cada vez mais, a criança gostará da companhia dos amigos.

Então, está provado que brincar é mais do que uma atividade tida como "passatempo". Brincando, ela se diverte, recria e interpreta o mundo em que vive, relaciona-se com esse mundo, com tudo e todos que fazem parte dele. Brincando, a criança aprende. Brincando, a criança surpreende. Brincando, a criança cresce.

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10 de junho de 2009 15h53m por Carolina Mouta

Brincar de Barbie


Brincar é soltar a imaginação... é sonhar. Mas também é aprender aos poucos como o mundo funciona. Reunir as amigas em volta de uma ou de várias Barbies é permitir-se mergulhar em um imaginário pra lá de criativo. Ali, brincando, afloram desejos para o futuro e sonhos para toda uma vida.

Através do mundo cor-de-rosa da Barbie, meninas crescem e se preparam para a vida adulta. Afinal, nesse universo de fantasias, tudo é possível. Elas podem ser o que quiserem e isso facilita os processos de desenvolvimento, em vários patamares. É por meio da brincadeira que a criança se expressa. E muito.

Quem não lembra de uma amiga dizendo que sua Barbie trabalhava com isso ou aquilo? Posso apostar que isso se refletiu no futuro, como foi o caso de Karine Vargas. "A minha Barbie era sempre a advogada. Acho que eu via a profissão como algo tão maravilhoso que me influenciou de verdade. Fiz faculdade de Direito e hoje me sinto tão poderosa quanto na época em que tinha uma Barbie advogada nas mãos", relata.

Nunca uma boneca foi capaz de refletir tão bem o comportamento das épocas pelas quais passou. A Barbie acompanhou todas as mudanças do mundo feminino nessas cinco décadas que tem de vida. E, como as mulheres que a seguem desde meninas, ela está sempre atualizadíssima. Por isso nunca deixou de ser um referencial. E passa de mãe para filha.

Marina Simões é publicitária e tem 30 anos. Ela conta que brincou muito com a boneca. "As minhas Barbies eram superindependentes: eram profissionais bem-sucedidas, tinham carro, moravam sozinhas. Eu segui a mesma trilha! A história das minhas bonecas se repetiu em mim!", conta.

Hoje, Marina já é mãe e confessa que, cada vez que olha Sofia, de 5 anos, brincando com uma das bonecas de sua coleção (sim, as Barbies são ‘emprestadas' para a filha), um leque de dúvidas se abre à sua frente. "Será que minha vida teria sido diferente se eu brincasse como nos tempos da minha mãe?", questiona.

A pequena Sofia ainda está na fase das incertezas. Ora sua Barbie é professora, ora médica. Na maior parte do tempo tem os pés no chão, mas tem dias em que é fada. Em outros, princesa. Um dia toda essa brincadeira vai seguir um rumo mais sólido e, com certeza, se tornar realidade. A Barbie é uma boneca que serve de inspiração.

E Barbie não é para ser deixada de canto quando entramos na adolescência. Ah, não é mesmo! Sabe por quê? Porque estar com uma Barbie é sempre brincar de ser mulher, é crescer... é brincar e aprender.

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03 de junho de 2009 14h01m por Carolina Mouta

A importância do brincar


Quem foi que disse que boneca é coisa de menina? Brincar de Barbie, por exemplo, não deixa ninguém de fora: as meninas podem ser a Barbie e os meninos, o Ken. Sem qualquer tipo de preconceito. Isso se chama socialização e as crianças precisam dessa interação, umas com as outras, para que tenham um desenvolvimento saudável.

Socializar-se é a forma que o indivíduo encontrou para se adaptar e interagir com o meio em que vive. Mas será que uma simples brincadeira pode se transformar em uma ferramenta poderosa de desenvolvimento? Até que ponto um brinquedo pode influenciar a formação de alguém?

O brincar é um dos principais instrumentos que uma criança utiliza para que seja incluída em um grupo. "O que é lúdico está relacionado à construção social da criança e intimamente ligado ao contexto social em que ela vive. Pelas brincadeiras é possível compreender a cultura e os costumes de uma determinada sociedade", explica a socióloga Elisabete Novaes.

Sem dúvidas, o fato de se reunirem faz com que as crianças estejam interagindo, trocando experiências, construindo saberes. Dessa forma, aprendem a dividir, a doar. Nas brincadeiras acontece o verdadeiro milagre da multiplicação: quem tem menos Barbies ganha mais bonecas, o guarda-roupa duplica, triplica, quadruplica de volume porque tudo vira de todo mundo.

Camila tem oito anos e quando se encontra com os amiguinhos o alvoroço se instala! É um tal de roupinhas pra cá, casa da Barbie pra lá... Acessórios mil... Essa dinâmica faz com que a imaginação flua e todas as crianças possam mergulhar, juntas, num mundo de intensa magia. Naquele momento cada um pode ser o que quiser.

Na época em que Tatiana Fortes, mãe de Camila, brincava de Barbie, era do mesmo jeito, guardadas as devidas proporções. "Eu e meus amigos não tínhamos essa quantidade de apetrechos. No entanto, o aparecimento de uma só boneca já trazia consigo um motivo de festa. A gente se revezava, cada um brincava um pouquinho e todo mundo saía feliz", conta.

Normalmente, crianças não aceitam regras impostas nas brincadeiras. Elas querem exercer o seu papel criativo e elaborar seus próprios roteiros. Segundo a socióloga, por isso as bonecas passam a ser meios de socialização e expressão. Através delas, surgem comportamentos espontâneos e improvisados. "Isso possibilita à criança explorar seu mundo, suas descobertas. Estando inserida em um grupo, ela passa a entender melhor os seus sentimentos e as suas ideias".

Com toda essa brincadeira, as meninas aprendem que são diferentes umas das outras, mas que, no fundo, são iguais. "Apesar das diferentes personalidades que vão sendo identificadas - uma é mais sensível, outra é mais independente - o quetodas querem é viver um conto de fadas, que tenha um final feliz. Acredito que essa seja a maior similaridade entre elas", analisa Elisabete.

O que é importante ressaltar é que, quando a criança brinca, está aprendendo muito, mas não se dá conta disso. Portanto, é fundamental estimular sempre. Reúna amiguinhos, primos e deixe seus "filhotes" à vontade na brincadeira. Afinal, no mundo de Barbie sempre cabe mais um!

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29 de maio de 2009 15h11m por Carolina Mouta

Casa da Barbie


Posso apostar que você sonha com uma casa maravilhosa, digna de filme. Aquela em que tudo é lindo, limpo e funciona: o lar perfeito. Um lugar aconchegante e cheio de vibrações positivas. Praticamente a casa da Barbie. Mas, se você quer inspiração, aí vai: é possível visitar a casa da boneca e retirar várias idéias para decorar seus cômodos e, de quebra, ainda fazer o bem. Como? A Mattel do Brasil, empresa responsável pela Barbie, levará a algumas cidades do Sul e Sudeste do Brasil, até dezembro de 2009, a Casa da Barbie.

O projeto itinerante tem como objetivo estimular a responsabilidade social e a solidariedade. Por isso, em cada cidade na qual a unidade móvel tiver parada prevista, será firmada uma parceria com a prefeitura local que apontará uma instituição filantrópica a ser beneficiada (de acordo com o grau de carência). Todos os alimentos arrecadados como ingressos (cada pessoa que visitar a casa deverá levar um quilo de alimento não perecível) serão doados a esta instituição.

"A iniciativa funcionará como chancela local para buscar o engajamento da comunidade em algo que eles acreditam e valorizam em sua cidade, reforçando ainda mais o lado solidário da Barbie", esclarece Ana Furtado, gerente da marca Barbie no Brasil.

A proposta do projeto é mostrar ao público um pouco do universo lúdico da boneca e levar às crianças diversas atividades educativas, envolvendo temas como cultura, saúde, lazer e ecologia. Mas, engana-se quem pensa que este é um mimo só para as pequenas. A casa da Barbie está disponível também para reacender lembranças da infância daquelas que já passaram da adolescência.

De acordo com Ana Furtado, solidariedade e feminilidade estão presentes no projeto, que também traz muito sobre atitude responsável. "Esses traços fazem parte da personalidade da Barbie, que busca transmitir esses e outros valores importantes por meio de seus brinquedos".

Vamos à visita! A primeira parada no interior da casa da Barbie é feita na sala, onde a própria Barbie, virtualmente, recepciona os visitantes e transmite noções de cidadania, algo fundamental no convívio com o próximo. Na cozinha, são abordados procedimentos corretos e adequados para a preservação do meio ambiente, começando com a importância da reciclagem.

A intenção de ensinar e divertir tem surtido efeito com a criançada. "Aprendi sobre o lixo. Tem que separar. É muito importante", disse a pequena Talita Stedt, que adorou conhecer a Casa da Barbie. "Eu achei muito legal, nunca pensei que a Barbie tinha todas essas coisas. É a melhor coisa que eu já fiz na minha vida. Nunca pensei que eu ia estar dentro da casa da Barbie. Foi coisa mais legal da minha vida, eu adorei", contou a menina.

Já no quarto, as crianças serão recebidas por um contador de histórias que interpretará contos da Barbie, levando os pequenos ao maravilhoso mundo do faz-de-conta. E, no banheiro, último local de visitação, serão passadas dicas sobre higiene bucal e higienização em geral. A menina Luiza Fontana falou que a visita à Casa a fez "estudar bastante e treinar a leitura". Mas não são só as crianças que curtem o programa. "É uma oportunidade ímpar que a gente tem na cidade. É uma coisa muito importante para eles na questão, inclusive, pedagógica. A gente trabalha muito com o lúdico e com o sonho, sonhar para eles é uma coisa muito importante", acredita Renice Helena, coordenadora de educação.

E quem disse que o quintal da Barbie não é animado? Na parte externa da casa, diversas atividades rolam soltas! Os pequenos poderão se divertir com oficinas de artes, estúdio fotográfico, escolinha de trânsito e sessão de cinema. É tanta coisa que até mesmo os homens costumam gostar. "As questões abordadas fazem crianças e adultos pensarem", comenta Everson de Souza, advogado.

Normalmente, a Casa da Barbie fica nas cidades por cinco dias, de quarta a domingo. O primeiro dia é exclusivamente destinado à visitação de escolas públicas e instituições, com entrada gratuita.

Que tal resgatar um pouco da magia de sua infância? Não é pecado algum relembrar bons momentos e se sentir a própria Barbie. Outra oportunidade como essa você nunca sabe quando vai ter. Não dá para perder! "Adorei, é o sonho de toda menina, pequena ou grande!", finaliza Cristina Salles, estilista.

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27 de maio de 2009 15h13m por Carolina Mouta

A biografia de Ruth Handler


Sabe aquelas pessoas que fazem a diferença? Aquelas que são criativas e que enxergam longe? Pois é, Ruth Handler, a idealizadora da Barbie, era assim. Mais do que criar um simples brinquedo, ela criou um ícone, uma boneca que ganhou o mundo e levou ao público um pouco da história dessa mulher. Por isso, ela é também um pouco mãe das mulheres de todas as idades que seguiram à risca o seu ensinamento: podemos ser o que quisermos.

Ruth era uma das dez filhas de um casal de imigrantes poloneses. A menina nasceu e foi criada em Denver, no Colorado (EUA). Quando adolescente, durante um baile no colégio, conheceu Elliot Handler, com quem, depois de vários anos de noivado, se casou. O casal teve três filhos: Barbara, Ken e Skipper.

Em 1945, Elliot, junto com seu amigo Harold Matson, fundou a Mattel. No início, a empresa ficava em uma espécie de garagem e vendia molduras de madeira. Como hobbie, produziam móveis de brinquedo com as sobras da madeira. Pouco depois, Matt saiu da sociedade e os Handler passaram a dar ênfase a produtos infantis lançando, em 1947, uma linha de brinquedos musicais.

Um dia, observando a filha Barbara, Ruth percebeu que a menina adorava brincar e recortar bonecas de papel. Era assim que ela confeccionava as suas bonecas, deixando de lado os bebês, bastante comuns na época. Foi daí que veio a idéia de criar uma boneca que refletisse uma adolescente.

A encomenda foi feita ao designer Jack Ryan, em 1958: Ruth pediu que a boneca tivesse três dimensões e um ar mais adulto. A patente foi requerida e conseguida no mesmo ano. A novidade estava pronta para ser apresentada ao mundo.

Em 1959, nasceu Barbie - batizada com o apelido da filha do casal. E, como todas nós já sabemos, foi um sucesso. Apresentada ao público na Feira de Brinquedos de Nova York, a boneca que fugia do convencional vestia maiô listrado e sandálias nos pés.

A previsão, no entanto (e ironicamente), não era das melhores: a boneca fracassaria por fugir dos parâmetros habituais. Mas Ruth não se abateu e acreditou em seu projeto. Ela queria que as crianças tivessem a oportunidade de sonhar com metas de vida, do início ao fim da brincadeira. E Barbie daria asas à imaginação: com ela, a menina poderia ser o que quisesse. Parece que a estratégia deu certo: só no primeiro ano de existência, foram vendidas 351 mil bonecas.

A partir da criação da Barbie, Ruth foi acusada de fazer com que as crianças projetassem a vida adulta. A sociedade ainda era bastante fechada e as meninas brincavam, até então, exclusivamente com bonecas-bebê, ensaiando para a vida de mãe e dona de casa que os costumes da época impunham. A empresária tinha, portanto, conseguido o que queria: alavancar uma revolução.

E a Barbie ajudou, justamente, as mulheres a conquistarem liberdade. Na sua autobiografia (publicada em 1994), Ruth Handler deu, no entanto, uma boa resposta aos que a acusaram de estereotipar a beleza feminina: "Minha filosofia, ao criar a Barbie, é a de que, através dela, meninas podem imaginar que são a mulher que bem entenderem. A Barbie sempre representou as diversas escolhas que a mulher tem a sua disposição". E ela não estava fazendo tipo: Barbie poderia ser loira, morena, ruiva e negra, além de ter a profissão que desejasse.

No início da década de 60, a Mattel contabilizou um lucro de cerca de 500 milhões de dólares. Além de roupinhas diversas e da Skipper, a irmã da Barbie, Ruth criou o Ken, o namorado da boneca, em 1961. O nome do boneco também teve origem na família de Handler. Ele foi batizado com o nome de seu filho, falecido anos mais tarde (1994), vítima de um tumor no cérebro.

Anos depois, Ruth deixou a Mattel. Descobriu um câncer e se submeteu à retirada do seio onde o tumor havia se instalado. Depois do episódio, aderiu às campanhas de conscientização e criou a empresa Nearly Me, que fabricava próteses para mamas. Além de mudar a forma como seriam feitas as próteses no futuro, a empresa renovou a confiança das mulheres. Ruth queria ajudá-las a desenvolver seu potencial. A empresa foi vendida por US$ 1 milhão.

Ruth Handler morreu aos 85 anos, em Los Angeles, na Califórnia, no dia 27 de abril de 2002, devido a complicações pós-operatórias. A empresária havia retirado um outro câncer, dessa vez no colo do útero, meses antes. No entanto, antes de deixar o mundo cor-de-rosa que criou, ela viu sua Barbie ser a boneca mais conhecida e vendida no mundo.

Sua maior herança para nós, mulheres - e um pouco filhas, netas e bisnetas de Ruth - é essa criação que tanto nos inspira. Independente da idade de cada uma de nós, a Barbie é e sempre será um clássico que traz alegrias, histórias, culturas e nos lembra de como é bom ser mulher.

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