Gente, como é difícil manter um blog... Estou sentindo como se fosse aquele parente que vc adora, mas que anda sem tempo de visitar, ligar, passar para dar um beijinho e, por isso, se consome de culpa. Todo dia chego e penso: tenho que escrever. A velocidade de informação e transformação na idade do Paulinho é muita, todo dia é dia de novidades. É uma doencinha, um dentinho, uma gracinha, uma palavrinha... Dá vontade de contar para todo mundo, mas a vida corrida, às vezes, até as avós são privadas desses feitos. Simplesmente esqueço de contar.
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Pois é, com esse caos da dengue no Rio, qualquer sinal diferente no Paulinho fico apavorada. E não é que o menino resolveu ter duas viroses no meio dessa calamidade publica. Aliás, lá em casa, foi efeito dominó, todas as crianças tiveram alguma coisa. E a cada febre e dor de cabeça o medo toma conta da família. Eu comprei repelente para deixar nos banheiros e até na cozinha, para ninguém esquecer de passar. Café da manhã é pão, café, leite e complexo B, dizem que ele ajuda a repelir os mosquitos. Nessa batalha, vale tudo. É triste ver tanta gente, principalmente criança, passando mal por causa de um mosquito. Parece que estamos em outro século.
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Outra coisa que aconteceu é que o Paulinho descobriu as artes - em todos os sentidos (anda levado...). Ganhou do pai uma caixa de lápis cera e mostramos a ele o que aquelas barrinhas coloridas são capazes de fazer no papel (na parede ele ainda não atinou). Gente, é impressionante, ele fica um tempão pintando/rabiscando. Comprei até aqueles livrinhos de pintura pra ele. Senta na cadeirinha de comer e fica lá, amarradão, colorindo a folha. E, quando fazemos um círculo, ele reconhece como o gol.
