23 de agosto de 2007
  • Olha que homenzinho!

Meninas, hoje meu neném faz um ano! Um aninho de vida! Parece que nasceu ontem. O primeiro mês de vida, confesso, parece que durou dez anos (que canseira!), mas o primeiro ano a sensação é que passou em um mês. Lembro do dia 23 de agosto de 2006 como se fosse hoje de manhã. Ai...

Como manda o figurino, para brindar sua independência - afinal, ele já é um ser que anda, assovia (assovia!!! juro! Não faz som, mas faz bico), tem vontades e pequenos prazeres - demos um carro ao mocinho - aquele carrinho que empurramos e a criança vai dentro se achando.

Como toda criança, ele já ficou feliz com a caixa, se o presente tivesse parado ali, já teríamos o feito feliz. Batucou, rasgou o papel... Mais do que gostar do brinquedo-carro, acredito que ele vá gostar da utilidade dele, porque simplesmente o Paulinho a-d-o-r-a rua. Quando o colocamos no carrinho de bebê, ele já sabe o que vem depois, então, comemora sem parar a saída de casa. Ele, logo, logo, vai associar aquele troço azul, que ele vai dentro, a vento na cara!

Depois da entrega do presente, obviamente, ele saiu para dar sua primeira rodada com o possante, foi passear no calcadão da praia. Vou ficar devendo este registro, deixei a máquina em casa. Amanhã, eu posto. Mas olha como ele está! Esta foto foi tirada domingo.

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17 de agosto de 2007

Olá meninas! Ontem à noite, vendo o jornal, assisti à brilhante cobertura que nossa imprensa está fazendo do Parapan. Muito bonito o respeito e admiração que todos têm mostrado a esses superatletas. Eles merecem isso e muito mais - da sociedade, do governo, dos clubes. Enfim...

Mas, meu assunto não é bem esse, vendo as provas, as medalhas e as entrevistas com os atletas, me deparei com o novo fenômeno das águas Daniel Dias - que ganhou elogios até de Clodoaldo Silva - para-atleta e orgulho nacional nas piscinas e fora delas. O menino, medalha de ouro, nasceu com paralisia, mas, anos mais tarde estava lá, na luta por um lugar ao pódio, e sua mãe, na arquibancada, na torcida.

Fico imaginando o que não passou na cabeça daquela mãe, assistindo a volta por cima que ela e seu bebê deram na vida. Perguntada pelo que sentia, ela respondeu de uma forma singela, mas que expressava tudo o que aquele momento significava para eles. "Ele nasceu tão pequenininho... Hoje, está aí, um homem forte, valente!" Precisa dizer mais? Senti orgulho não só desse superatleta, mas também dessa supermãe!

Imagino o quanto deve ser difícil sair da maternidade com uma criança nos braços diferente da que os nossos sonhos criavam desde a mais remota infância. Acordar à força deles não deve ser fácil. Mas, como há uma criança como outra qualquer precisando mamar, trocar fraldas, dormir e ser amada também, essas mães esquecem o que passou e passam a pensar no futuro. A pensar que seu filho precisa ser feliz e a ela cabe lhe dar os meios. Como acontece com qualquer relação mãe e filho.

Não falo isso conjecturando, falo, porque tive a felicidade de ter um exemplo de uma supermãe assim perto. Minha tia Zezé, mãe das minhas primas Tatiana e Gabi (que tem síndrome de down). Tia Zezé nunca deu um sorriso diferente para cada uma das filhas, nunca dispensou menos ou mais atenção, nunca reclamou da sorte ou se mostrou infeliz com sua missão. Ela já não está mais por aqui, por tudo que fez e foi, deve estar em algum lugar muito privilegiado. Deixou muitas lições, como esta que conto, e muitas saudades.

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07 de agosto de 2007

Olá meninas! Estava escrevendo uma nota sobre uma pesquisa, muito bacana por sinal, sobre a percepção das mães no brincar dos filhos - ou melhor, hoje, podemos chamar de falta de brincar.

Fomos assaltadas por um sentimento que time is money . Afinal, o mundo anda cruel (em todos os sentidos), está cada vez mais difícil sobreviver com dignidade nessa sociedade capitalista, em que ter é ser.

Por essas impressões, justas e verdadeiras, diga-se de passagem, mal nossas crianças saem das fraldas queremos prepará-las para que entrem com vantagem nessa disputa pelo sucesso - profissional, pessoal, emocional... Estamos colaborando para que a infância seja suprimida, para que meninos e meninas decidam o quanto antes se farão MBA ou mestrado, ou que, pela falta de segurança nas grandes cidades, eles abram mão de brincar de bola na rua para ficarem em frente ao computador no nosso lar, doce lar.

É, temos razão em parte, mas é uma questão a pensar. Obrigação de criança é brincar! Para saber mais sobre a pesquisa, acesse "Fórum Omo: a infância na visão global das mães".

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