27 de março de 2007

Oi meninas! Ah, Paulinho teve sua primeira gripe - primeira e arrasadora, pois pegou o bichinho de jeito, tadinho... Como ele é alérgico, as conseqüências foram potencializadas. Muita tosse, nariz entupido, dificuldade para respirar. Fizemos até uma estréia na emergência de uma clínica pediátrica de madrugada. Bom, depois de longos e tenebrosos dias e noites, hoje ele dormiu e acordou melhor. Enfim, os medicamentos começaram, de fato, a fazer efeito e a bandida já está deixando meu filho em paz.

Lá em casa, todo mundo tombou dessa gripe, ele foi o último dos moicanos, resistiu bravamente.
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21 de março de 2007

Oi gente! Título estranho? Eu me explico.

Tenho andado atarefada por demais, essa vida de mãe de criança pequena não é mole não! Não culpo ele. Afinal, ele não tem culpa. Necessita de todos os cuidados do mundo. Quem me dera poder dar todos... São as contingências do destino.

Cheguei à conclusão que não disponho mais do meu tempo, da minha vida. Todos os minutos da minha existência são dedicados a fazer alguma coisa para alguém ou para resolver um problema - de um vazamento cretino a um infeliz inventário passando por crianças com febre. Sem contar o horário comercial, que estou trabalhando (ainda bem!!!!!!).

Não, mentira, eu ainda tomo banho! Tenho direito a cinco minutos por dia - não ininterruptos, já que sempre tem um que bate na porta do banheiro para falar ou querer alguma coisa, enquanto eu estou no chuveiro - para uma higiene básica - xampu, sabonete e enxágüe. O uso de cremes e condicionadores foi abolido.

A minha prioridade não sou mais eu - impressionante. Não que eu seja uma samaritana descalça, que abre mão da vida em prol do bem de outrem. Estou impressionada é como a vida enreda a gente nas suas tramas, como ela leva a gente. Você simplesmente tem que seguir, sem parar, seu turbilhão, sem pensar. Porque, se titubear, tropeça e, talvez, caia - caia em depressão, desespero, agonia e mais em todas as emoções que moram dentro de nós e estão na espreita para nos levar também.

É, a sensação que eu tenho, é que o jogo começou agora. Agora é pra vale e eu estou por minha conta e tem muita gente nela também. Chega de brincar de viver.

* Apesar de eu não ter jardim, a sensação é essa: que pepinos se proliferam nele que nem praga!

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Bom, mas nem tudo são espinhos - ou pepinos. Paulinho está uma coooooisa gostosa. Desconfio que ele esteja começando a fazer má-criação. Ao ter objetos, que não são da sua alçada, retirados da sua mão, ele se manifesta batendo os braços e dando um gritinho. Tá, tá certo, agora é fofo, mas mais tarde... Eu só estou achando engraçado como um ser humano tão pequeno já demonstra descontentamento. E dessa vez não é por um motivo orgânico - como fome, sede ou fralda suja - é vontade mesmo.

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Falando em dramas, tramas, destinos... Vocês leram o último capítulo da novela "A outra"? Uma coisa meio suspense, né? Agora vamos aguardar a outra história.
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08 de março de 2007
  • Meu pai, Mario Jorge, e Paulinho.

Olá meninas! Antes de começarmos o papo, queria dar parabéns a todas pelo dia de hoje - o Dia Internacional da Mulher. Apesar de que, aqui, no Bolsa, todo dia é dia de mulher. Há tempos que não escrevo, vida corrida. O último post (muito triste por sinal, sobre a crueldade com o menino João Helio) tem um mês, desde aquele dia, não fui mais a mesma.


Naquele mesmo dia, sai do trabalho normalmente - apesar do pesar - e fui para casa louca para ver meus filhos. Cheguei até lá. Beijei-os e fiz algumas tarefas maternais. Aí, o telefone tocou. Era minha mãe, me avisando que meu pai estava internado no CTI - pressão alta.

Imediatamente fui para o hospital, apesar de ela me avisar que as visitas só ocorreriam no dia seguinte. Não quis saber. Queria estar lá, falar com alguém, implorar, de joelhos, para apertar por um segundo sua mão e fazer com que ele visse que eu estava ali. Segurando as pontas. Meu irmão fez a mesma coisa, meus tios, seus irmãos, também. E olha que são oito. Era gente à beça esperando uma oportunidade de um tchauzinho da porta do CTI.

As notícias não chegavam. Tudo era vago. E nós não arredávamos pé. Eles, os médicos, por sua vez, não nos enxotaram dali. Plantão na porta do CTI tarde da noite não é muito conveniente. Horas de agonia, desespero, oração e pouca, muito pouca, notícia. "está melhorando", "está instável", "temos que ver a evolução do quadro nas próximas horas". Bom, isso não diz muito, ainda mais para uma família inteira aflita. Não sei sinceramente se o procedimento correto do hospital deve ser esse. O de excluir os parentes dos fatos. O diagnóstico era hipertensão com edema pulmonar agudo. Ponto.

O fato é que as próximas horas de evolução (foram poucas) mudaram completamente nossa vida. Meu pai faleceu na primeira hora da madrugada. Nunca pensei em passar por isso. Aliás, sei que ninguém pensa. Sabemos que a morte é a única certeza da vida, mas deixamos para pensar nela no futuro - longínquo, claro! No nosso caso, este futuro veio cedo. Meu pai tinha 56 anos, era esportista, cheio de planos, e feliz.

Estava mais contente do que nunca, tinha ganho um neto - ele amava a Marianna, era tratada por ele como uma princesa, mas fanático por futebol do jeito que era, um menino realizaria seus sonhos. Ele colocava o Paulinho para ninar cantando o hino do Botafogo (uma de suas paixões, sua fonte de sofrimento e alegria), baixinho, pois o Paulinho Pai é vascaíno (apaixonado também, sofredor idem) - iria também se formar em Direito este ano (meu pai era biólogo, doutor em genética, se aposentou e voltou para o banco da universidade na maior humildade, estudar era sua outra paixão).

Tudo estava na mais perfeita ordem em nossa vida. Mas o destino quis que tudo saísse dos trilhos. Passei esse período calada, sem querer falar de mim, sem querer lembrar de mim. Sentar em frente à tela do computador e pensar no que escrever te remete à sua rotina, aos seus acontecimentos, e esta não era a história que eu queria contar. Hoje, até canalizo a dor escrevendo um pouco. Escrevo aos amigos, aos tios, aos primos, esperando que alguém me mande a resposta que eu quero (ou não quero. Queria tudo como antes, mesmo que tudo esteja escrito nas estrelas).

Mas vou caminhando... Catando os cacos. Sempre precisamos seguir em frente.

Neste meio tempo, aconteceram coisas boas. Um breve resumo:

- Paulinho começou a sentar
- Paulinho começou a engatinhar
-Paulinho começou a ficar em pé no berço, levantando sozinho!!!

Muito danado esse menino!

* a foto é da primeira festinha de aniversário que ele foi, dia 21 de janeiro. Meu pai, com ele na foto, estava todo bobo!
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