24 de agosto de 2006

Oi, meninas! Estamos invadindo o espaço da Marcella para dar as boas novas!

O mascote do Bolsa de Mulher já chegou e a redação está em festa! Finalmente nasceu o Paulinho! Quem acompanha este blog sabe que parto (com trocadilhos, por favor) foi o nascimento do pimpolho.

Mamãe e bebê estão muito bem e saem da maternidade ainda hoje. Paulinho nasceu ontem, de parto normal, com 3,4 quilos e 50cm. Quando tivermos mais novidades e fotos mostraremos para vocês! E assim que Marcella estiver recuperada ela colocará uns posts contando tudo.

Desde já desejamos saúde e felicidades para a família.

Equipe Bolsa de Mulher
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21 de agosto de 2006

Oi gente! Paulinho ainda não nasceu. Já estou angustiada, ansiosa e, mais do que tudo, muito pesada. Como cansa essa barriga final! Sentada, em pé, deitada, não há mais posição que comporte a minha anatomia. Sou pequena e minha barriga para meus padrões está descomunal. Não agüento mais ouvir ´Nossa!´, ´Caramba´, ´Que barrigão´ ou o simpático ´Puxa, você está enorme´ e mais ´Esse neném não nasce?´. Tudo isso só faz aumentar a minha ansiedade. Até minha sogra se despediu de mim ontem assim: ´Vê se me acorda de madrugada, estou esperando para ser acordada´.

Amanhã, tenho médico novamente, vamos ver... Essa expectativa dá muita aflição, vontade de ver logo a carinha dele, de segurar logo e ter certeza de que está tudo bem. Mas, antes disso, ainda terei que passar pelo parto! Momento crucial, difícil e delicado! Olha... mulher passa por cada uma! Gravidez é uma prova de fogo, é um acontecimento que leva nosso corpo e mente a sensações extremas, ao limite físico e psicológico! Bom, está quase acabando. Devo me preparar agora para me entregar à amamentação, às cólicas e às madrugadas insones.

Gente, não quero desanimar ninguém. Isso é só um momento de desabafo! Ter filho é bom e tudo é recompensador. O amor é indescritível, não há palavras para expressar a sensação de beijar e abraçar um filho. Os momentos são difíceis, mas vale a pena. Aliás, vale muito! A humanidade está aí para provar isso. A natureza é sábia, parece que logo após o nascimento, hormônios começam a agir em nosso corpo, se encarregando de tirar essa má impressão da gravidez (se não me engano, é a ocitocina a salvadora da pátria - vou me informar melhor e digo pra vocês). Caso contrário, não tentaríamos aumentar a família.
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16 de agosto de 2006

Gente, que calooooooooooor!!! Estava me gabando que pegaria o inverno no fim da gravidez, mas o clima está realmente imprevisível. Estamos com um verão daqueles - céu azul e temperatura nas alturas! Quem me conhece sabe que tenho calor até no frio, imagina grávida e passando calor de verdade. Estou quase entrando em combustão espontânea - tô fervendo, literalmente! Tenho até medo de pensar quando o verão chegar de fato. Haja ar-condicionado para não deixar o Paulinho cheio de brotoejas - haja conta de luz para bancar esse mimo.

Como estou aqui na ante-sala de parto, procuro me ocupar para evitar que meu estômago queira fazer isso em meu lugar (ficar em casa dá uma foooome! E final de gravidez engoooorda... Fui uma grávida padrão, mas levei bronca esses dias - engordei um quilo e meio em menos de duas semanas!). Tenho arrumado fotos antigas, pendurado quadros que ficaram em caixas depois da mudança, lido manuais de instrução de certos eletrodomésticos, aprendido alguns efeitos na câmera digital e na filmadora, arrumado armários e me dedicado à leitura útil e inútil. Ou seja, uma rotina extenuante!

Contei para vocês que o prazo de chegada do rapazinho é até o fim de semana? Caso ele não se anime, a médica vai ter que dar uma ordem de despejo para o pequeno cidadão. Portanto, eu espero, ansiosa, que a decisão de vir ao mundo parta dele.
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07 de agosto de 2006

Antes de eu sair de licença, o pessoal aqui do Bolsa fez um chá-de-fralda pro Paulinho. Foi muito legal. E mais legal ainda é ter o vídeo para mostrar a vocês. Aliás, essa moda aqui do Bolsa está o máximo. Estamos colocando vídeo em tudo, de repente rola até um parto online. Se depender da Andiara...


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De casa 13h16m
  • Marianna vestida de dama para uma festa de 15 anos

Oi meninas!!!! Hoje, estou escrevendo de casa. Entrei de licença, agora estou aqui esperando a hora. Esperando definitivamente! Porque durante os nove meses, enquanto eu esperava, também trabalhava, saía, ia à praia. Mas vai ser bom para eu descansar, noites longas virão pela frente! E confesso que ando pesada demais, realmente sem pique para fazer certas coisas. O corpo está pedindo socorro. Quer mais é poupar energia. A natureza é sábia!

Hoje também farei um exame que vai me dar o perfil biofísico do neném, saber capacidade cardio-respiratória dele. Isso é para avaliar se vale a pena tentar o normal. Se o Paulinho deve malhar para vir ao mundo. Que coisa, não é? Na minha família, os antigos ficam chocados com essa modernidade. E fiz na semana passada a ultra 3D. Impressionante também! Bochechas, dobrinhas, boquinha, tudo lá registrado. Não canso de olhar. Meu marido até pendurou a foto dele junto com as das crianças na sua sala do trabalho.

Estou de casa poupando energia mas, como a vida não pára, muitas coisas a se fazer. Marianna foi dama de uma festa de quinze anos no sábado. Então, foi aquela mão de obra que tem que ser da mãe, claro! Costureira, cabeleireiro, manicure, veste, pinta, ajeita. Nossa! No dia de buscar o vestido, sexta à noite, descobrimos que ela estava mais cheinha do que a última prova. Conclusão: espera para desfazer a costura, experimenta novamente, aperta, puxa, olha. No dia seguinte, o problema foi o cabelo, que deveria ser cacheado. No entanto, a Marianna tem o cabelo que a maioria das mulheres luta tanto para ter: liso, escorrido, fino. Nada segura. A coitadinha chegou a ficar de pescoço duro de tanto laquê. Ela ficou que nem uma Barbie! Vejam.
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01 de agosto de 2006

Hoje, começa a Semana Mundial do Aleitamento Materno, que vai até o dia 7 de agosto. A campanha quer engajar toda a família nessa proposta. Afinal, o leite materno traz inúmeras vantagens para a mãe e para o bebê - da proteção de doenças para ambos ao fortalecimento do vínculo afetivo. Parece que no mundo inteiro a prática da amamentação estava entrando em desuso.

Eu confesso que amamentei a Marianna muito pouco, apenas dois meses. Era muito nova, estava cheia de problemas de toda ordem e com um neném pequeno querendo mamar sem parar. Não consegui ter paz para realizar a tarefa. Pretendo reparar meu erro desta vez. Tenho lido bastante a respeito e estou impressionada com os benefícios. Já estou me preparando psicologicamente para amamentar.

Comprei dois sutiãs de amamentação, um tem até renda! Igualzinho a um normal. Muito bom para tentar resgatar o sex appeal perdido. Porque, nesse finzinho da gravidez, tenho jogado a toalha. Estou me sentindo um verdadeiro ovo, pronto para eclodir. Nada fica bem, nada mais cabe, além de eu não ter mais vontade de vestir nada, essa é que é a verdade!

Estou sentindo um misto de ansiedade pelo momento do parto, alegria de ver a carinha dele e cansaço por causa desse barrigão!

* gente, aquele último vídeo está meio talibã, não está? Aquela luz...
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