10 de março de 2006

Bem, eu falei do susto, do impacto, do corpo e das sensações que a gravidez desperta. A maioria deve estar pensando que sou marinheira de primeira viagem. Pois não sou! Levei um susto sim, me apavorei, no entanto, já sou mãe! Tenho uma filha, a Marianna e, quando me casei com o Paulinho (meu marido), ganhei mais dois, o Mateus e o Tomás. Ou seja, já tenho três filhos. Ah, tenho também um cachorro, o Joaquim, que me dá um trabalho de filho!Só faz besteiras. Acho que veio daí o meu apavoramento. Família numerosa, muita responsabilidade e gastos...

Fiquei me imaginando puxando um cordão de filhos pela mão, com o pequenininho enganchado na cintura, no colo, e um cão latindo atrás. Mas isso já passou. As crianças ficaram muito felizes com o irmãozinho, estão se achando num filme ou numa novela "O meu, os seus, os nossos". Acham a maior graça da casa cheia de crianças, bebê, cachorro e amigos!!! Sim, ainda tem os amigos, que vira-e-mexe estão por lá.
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08 de março de 2006

Ai, pode parecer piegas mas ouvir o coração daquela bolinha bater dá uma coisa! Coisa porque não me vem uma palavra mais correta... É uma bolinha de células que já tem coração e vai virar seu bebê. Isso é incrível! É o milagre da criação! Frase preferida das religiões, das mães e das pessoas que adoram frases feitas. Mas é sério. É impressionante que dentro de você ocorra a formação de uma pessoa. Pedaço a pedaço, célula a célula, tudo se forma bem ali, sem você ver. Olho, boca, nariz, dedo, orelha, unha (!). Estou no terceiro mês, enquanto escrevo provavelmente um dedo mindinho deve estar sendo construído. Meu neném mede da cabeça à nádega 4,5 cm. Uma fofolete!

Preciso me informar melhor sobre essas fases.

No entanto, foi detectado um pequeno descolamento do saco gestacional. Nada grave, segundo os médicos. Mas vou ter que, como diz a minha avó, sossegar o facho e não malhar, não fazer caminhadas e tomar um remédio. Medidas preventivas.

Apesar de estar tudo aparentemente bem, o medo ronda sempre uma mãe. Perguntei, questionei, tentei saber sobre tudo: se havia algo errado? Se acaso tivesse, daria para ver já? Mil perguntas e todas as repostas muito vagas: afinal, os médicos só podem responder na medida do possível, do visível.

Imagina na época das nossas mães e avós que não existia essa história de ultra-sonografia. Com certeza, era bem mais difícil o exercício de espera da maternidade. Nove meses sem saber de nada? De enlouquecer!
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05 de março de 2006
O corpo 00h00m

Ah, esse é um capítulo, um não, livros e livros, à parte. Merece laudas e laudas tratando o tema. Inchaço, aumento de peso, deformação da silhueta. Motivos para pirar qualquer mulher. Veja bem, isso é apenas visualmente. Fisiologicamente é bem mais sério o troço. Azia, cansaço, dor, vontade de vomitar, logo em seguida, fome! Haja organismo e cabeça. Pois é, gravidez não é para qualquer um não. Tem que ser mulher!Por essas e outras que, torno a falar, vou preparar o terreno para quem não ficou grávida ainda e dividir essas sensações com quem já passou por isso.
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01 de março de 2006

Aceitar não é fácil. Se preparar, mais complicado ainda. Em sã consciência, não concebo a idéia de alguém querer um filho. Após todas as transformações no seu corpo, ele vai embora. Aporta na sua vida. Chega berrando, querendo tudo. Colo, atenção, leite, suas noites de sono, seu coração, sua paz! Mas não adianta pensar no lado prático, o jeito é pensar na perpetuação da espécie, no momento mágico (parto não conta) de ver a vida continuar a partir de você. Até que tem sua magia...

Bebês são fofos. E filhos, todo mundo ama. A humanidade está aqui graças a isto. Os animais também gostam. Vai, não deve ser tão difícil assim se adaptar a esta condição da natureza. Afinal, isso já aconteceu antes comigo e com milhares de mulheres.

Gente, o início deste diário está meio tenso, mas é assim mesmo. Se pegar grávida de surpresa é um susto. Nem todo mundo vê a vida como um comercial de margarina: tudo belo pela manhã. Até porque alguns bebês trocam o dia pela noite, então, de manhã cedo, a mãe vai estar com aquela cara e com um péssimo humor. Mas estou feliz! Já penso em dobrinhas, risadinhas e gracinhas. O resto são os ossos do ofício de ser mãe. Me empolguei!
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