• O vinho kosher

    por Sonia Melier em 28/03/2007 | 21:00

    O vinho que Jesus e seus discípulos beberam na Santa Ceia era kosher, o único vinho permitido aos judeus. A Santa Ceia foi registrada no Novo Testamento por São Marcos e São Mateus, mas nenhum dos dois registrou o que foi comido, que pratos foram servidos.
    Mas, certamente, essa refeição teve como objetivo celebrar o Pessach, a Páscoa Judaica, a festa do pão sem levedo, palavra que em hebreu significa proteção, "passagem", "passar sobre" e deriva de instruções dadas a Moisés para libertar os israelitas do jugo do faraó Ramsés III, há 3000 anos.

    Moisés informou ao faraó que se não libertasse seu povo, todo o primogênito no Egito seria morto. Para se proteger, os israelitas foram instruídos a marcar suas casas com sangue de cordeiro, pois assim suas casas seriam identificadas e o problema "passaria sobre" elas. A Páscoa cristã deriva diretamente da judaica. Em ambas, o vinho e o pão constituem símbolos fortíssimos, mas com sentidos diferentes.

    O local identificado como o da Última Ceia, o Cenáculo (deriva do latim "cena", jantar, ceia) em Jerusalém, pode ser visitado ainda hoje. É segundo andar de um edifício no alto do Monte Sion, ao lado da basílica Dormition, onde Nossa Senhora teria morrido. No andar térreo, fica o túmulo do Rei David. Pois é, as histórias se entrelaçam.

    ‘Os judeus produziam vinho desde os tempos pré-Bíblicos. Chegaram, na Antiguidade, a exportar vinho para o Egito e para várias cidades do império romano

    Mas os significados são outros. No cristão, o corpo e o sangue de Cristo, representados pelo pão e pelo vinho, remetem à salvação do espírito e à vida eterna. No judaico, o pão é o sem levedo, o matzo, servido para lembrar a pressa com que os hebreus tiveram que preparar o seu êxodo do Egito. E quatro taças de vinho são obrigatoriamente bebidas, cada uma simbolizando uma ação relativa à redenção do povo de Israel. São bebidas em períodos distintos da ceia do Pessach. E a cada taça é feita uma benção, o "kiddush", "santificação".
    Mas o que vem a ser vinho kosher?

    Kosher quer dizer "apropriado", o que segue as leis dietéticas judaicas, o "kashrut".
    O vinho kosher começa no vinhedo com o "orlah" - a proibição de usar os frutos nos primeiros três anos de plantio. Apenas a partir do quarto ano é que poderão colher e prensar as uvas. É o que também acontece num vinhedo novo administrado por não-judeus, que só começa a produzir mesmo a partir do quarto ano do primeiro plantio.

    A maioria dos vinhedos israelenses observa também a lei da "shmita": ao final de cada ciclo de sete anos, o vinhedo precisa descansar por um ano, nada será cultivado nele nesse período. Todos os débitos da vinícola são zerados ao final. Criativos, sem desrespeitar a lei, vendem a terra para um não-judeu amigo e a recompram ao fim de um ano. Nada se interrompe.

    Do momento em que as uvas são prensadas até o engarrafamento, essas mesmas leis proíbem também que o vinho seja tocado e, em certos casos, até mesmo visto, por um não-judeu ou por algum judeu não religioso.

    Para garantir essas leis, as vinícolas kosher empregam apenas "haredim", judeus ultra-ortodoxos, observantes rigorosos do Torah. Qualquer visitante de um vinhedo kosher será sempre acompanhado por um supervisor do "kashrut", assegurando-se de que nada seja tocado. Isso vale até mesmo para um judeu pouco zeloso religiosamente.

    Na vinícola, caso alguém não judeu toque em algum lugar onde haja vinho, o mesmo se tornará impuro, não seria mais kosher. Mesmo na seção de engarrafamento, depois de colocadas as rolhas, só se pode tocar numa garrafa depois que ela seja devidamente lacrada.

    Todas as substâncias utilizadas no processo, como levedos, sulfitos, ácido tartárico serão obrigatoriamente kosher. Se esse vinho for manipulado e bebido por judeus, ele não será fervido. Caso haja a possibilidade de um não judeu tocar na garrafa (um garçom, num restaurante, por exemplo), a fervura se impõe - mas apenas durante 22 segundo numa temperatura de 87 graus. Não perderá suas qualidades.

    O grande crítico e historiador Hugh Johnson ("A História do Vinho", Companhia das Letras) diz que, por trás das antigas normas, "mais importante do que o que se bebe é com quem se bebe. Os judeus não devem aceitar vinho dos gentios. Tal intercâmbio social pode levar à intimidade, e a intimidade pode levar aos casamentos mistos".

    Os judeus produziam vinho desde os tempos pré-Bíblicos. Chegaram, na Antiguidade, a exportar vinho para o Egito e para várias cidades do império romano. Quando os muçulmanos conquistaram a Palestina em 636 da era cristã, impuseram uma proibição ao vinho (e ao álcool em geral) por 1.200 anos. A produção só recomeçou em 1870.

    Na Páscoa Cristã, celebrada a oito de abril, o frade São Tomás de Aquino, o grande filósofo do século 13, explicava o sentido do vinho: ela só pode celebrar-se "com vinho da videira, pois essa é a vontade de Cristo Jesus, que escolheu o vinho quando ordenou tal sacramento [...] e também porque o vinho da uva constitui de certo modo uma imagem do efeito do sacramento. Refiro-me à alegria espiritual do homem, pois está escrito que o vinho alegra o coração do homem".

    A Páscoa Judaica começa na noite de dois de abril, com uma ceia ritual, estritamente familiar, onde quatro taças de vinhos são tomadas obrigatoriamente. Para um rabino citado por Hugh Johnson, o vinho "ajuda a abrir o coração ao raciocínio". O objetivo, portanto, não é a inspiração, a embriaguez.

    Uma quinta taça é deixada sobre a mesa para ser bebida pelo profeta Elias (Elijah). Dizem que ele vai de porta em porta anunciando a vinda do messias judaico. Estima-se que existam pouco mais de 13 milhões de judeus em todo o mundo. Assim, faz sentido pensar que o profeta, acabada a noite do dia 2, vai dormir alegre e profundamente até a Páscoa do ano que vem.

    Leitora, não dispense o vinho nessa Páscoa. Se sentiu falta dos coelhinhos e do chocolate é porque vamos falar deles em outra coluna.

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    A nova Eva

    por Sonia Melier em 21/03/2007 | 21:00

    "Uma folha de parreira, uma Eva sem juízo, uma cobra traiçoeira, lá se foi o Paraíso" - diz uma marchinha do carnaval de 1951.

    Pois as Evas de hoje vão poder se vestir com uma releitura da folha de parreira. Fizeram uma releitura da célebre folha de parreira e já estão fazendo roupinhas a partir do vinho. Eu fiquei espantada quando li a notícia. Quem não ficaria?

    Quando a produção de vinho é maior do que a demanda, muitos o transformam em etanol. Mas agora a bebida pode encontrar outros destinos, talvez nas novas Evas, com ou sem juízo.

    ‘Faço vinagre em casa, com sobras de vinho usando um garrafão aberto. Deixo meses assim. Meu vinagre é imbatível

    É que cientistas da Universidade da Austrália Oriental conseguiram produzir, na verdade aproveitar celulose a partir da bactéria que produz o vinagre, o ácido acético. A bactéria é chamada tecnicamente de acetobacter.

    Foi o químico francês Lavoisier (1743-1794) quem descobriu a origem dessa nova parreira: o vinagre é um vinho acetificado devido à absorção do oxigênio, resultado apenas de uma reação química.

    Reação essa que forma uma fina camada gelatinosa na superfície do vinho avinagrado, que chamamos de "mãe do vinagre".

    Pois os biólogos australianos verificaram que essa camada um tanto emborrachada produzida pela acetobacter é uma forma de celulose.

    Eles pegaram uma boneca inflável e começaram a cobri-la com essas camadas de celulose até chegar aos formatos de um vestido, de uma saia e de uma blusa.

    Uma vez "vestida", a boneca era esvaziada e, pronto, lá estava a roupinha pronta para ser usada, feita totalmente a partir do vinho avinagrado. Vi uma das fotos e parece a roupa certa para a mulher das cavernas. Ou para a Jane, mulher do Tarzan. Ou, no máximo, entraria como opção de uma roupinha punk, saída de uma coleção da Vivianne Westwood.

    Um dos principais cientistas envolvidos nesse projeto, chamado de "Micro'be", Gary Cass, revela que se inspirou em "fermentar" vestidos quando trabalhava numa vinícola há alguns anos. Notou que quando o oxigênio fazia contato direto com os barris e transformava o vinho em vinagre, produzia-se uma delgada camada na superfície da bebida. Era a tal celulose.

    Até aí, nada de mais. Faço vinagre em casa, com sobras de vinho usando um garrafão aberto. Deixo meses assim. Meu vinagre é imbatível. Agora, sei que posso fazer um modelito exclusivo.Para produzir esse tipo de tecido, Cass e seus colegas deixavam deliberadamente barris abertos. Depois foi só encontrar uma boneca inflável, tamanho gigante (provavelmente comprado numa Sex Shop) para produzir a roupa.

    O cientista diz que não usa qualquer máquina de costura ou agulha para manter as fibras unidas. A roupinha que vimos nessa outra foto foi feita de vinho tinto e o seu "estilo" é um pouco mais "punk", um tantinho mais ajuizado do que a simples parreirinha da Eva.

    Mas os cientistas já fizeram roupas até de cerveja. Onde quer que se produza álcool, entre oxigênio e o acetobacter teremos celulose para confecção.Só que no caso da cerveja ou do vinho branco, a roupinha ficaria muito clara, transparente.

    De qualquer modo, essa "roupa de vinho" só pode ser usada se devidamente molhada. Seca, ficará como um lenço de papel, facilmente rasgável. Com mais fibras e fibras mais longas, esse risco seria evitado.O cientista australiano já está promovendo a colaboração com um químico orgânico de modo a polimerizar as fibras de celulose para que fiquem mais longas. Um segundo objetivo é continuar a fazer essas roupas sem costuras. As bonecas infláveis estão aí mesmo para ajudar.Lá se foi o paraíso? Bom, além da parreira, Eva perdeu (com o Adão, claro) o paraíso, pois entraram em cena uma cobra e uma maçã.

    Não sei onde fica o paraíso hoje. Cristianismo, Islamismo e Judaísmo falam que ele está no outro mundo. Muita gente, porém, crê que ele pode ser encontrado aqui mesmo. Acreditam que você pode comer de qualquer fruto e ainda assim não ser expulso de lugar algum.Ao usar essa roupinha agora, nossa Eva vai estar molhadinha, tal e qual naqueles concursos de T-Shirt. Será esse o paraíso?

    Será o paraíso adentrar aos salões já com cheiro de fim de festa, com uma roupa saída de um barril de vinagre?

    Caso essa experiência frutifique, fico imaginando como seria o marketing dessa nova roupa. Se falarem em "roupinha de Eva" acho que o pessoal vai buscar referências nos desfiles de carnaval, no Big Brother e que tais. Logo, a nova roupinha será bem mais comportada.

    Só espero que nenhum bobo, metido a entender de vinho, comece a cheirar as roupinhas com o objetivo (declarado) de determinar safras, origens, variedade de uvas etc. As segundas intenções, parece, foram criadas quando o primeiro casal perdeu o Jardim do Éden.

    E a leitora, o que acha? Dispõe-se a experimentar uma blusinha ou uma mini feitas de vinho? Vai encarar o "new look" da folha de parreira?

    Dê a sua opinião aqui para o Bolsa ou para a Soninha no soniamelier@terra.com.br

    Em tempo: o que abre a coluna é parte de uma marchinha do carnaval de 1951: "Papai Adão", de Armando Cavalcanti e Klecius Caldas.

    Os sommeliers vão acabar?

    por Sonia Melier em 07/03/2007 | 21:00

    Por favor, amiga, não imagine um quadro de fregueses correndo atrás deles com saca-rolhas pedindo a sua expulsão dos restaurantes, em protesto contra atitudes arrogantes, o jogo do "empurra" para você escolher a garrafa mais cara. Ou por jogar cartas de vinhos de 5 quilos sobre a sua mesa, com 400 páginas manuscritas (escritas provavelmente pelo Asterix, pois tudo parece gótico para mim) para que você mesma escolha entre as milhares possibilidades ali encriptadas.

    Também não se trata da classe dos restauradores fazendo uma caça a esses moços pelos prejuízos causados: desentendimentos por vinhos recusados, protestos contra bebidas com defeitos, serviço mal executado, adegas em pandarecos etc. Sim, aqui e em todo o mundo há um despreparo geral para a função. Mas a culpa não pode ser jogada em cima apenas desses profissionais. E os donos dos restaurantes e outras casas que servem vinho, como ficam na foto?

    ‘O sommelier certamente não estaria na berlinda com o WinePod. Talvez, os produtores de vinho. É um brinquedinho para aficionadas com a carteira obesa.

    Do que se trata, então? Leio que a profissão se extinguiria sob pressão da tecnologia, da informática, mais precisamente. Computadores poderão substituí-los? Indicar quais os melhores vinhos para combinar com o prato escolhido; ou qual o branco do Novo Mundo vai melhor com uma determinada entrada? E do Velho Mundo? E qual o vinho ou o digestivo que vai melhor com essa ou aquela sobremesa, esse ou aquele queijo?

    O robô japonês. Ano passado, os japoneses apareceram com um robô com capacidade de analisar amostras de vinho acuradamente. A máquina, desenvolvida pela NEC, pode distinguir entre 30 variedades de uvas e até mesmo cortes. Na época, foi chamada de "wine-bot" (ou "robô do vinho"), tinha o tamanho de uma caixa de vinho (o "bag-in-box"), mas de 6 litros, consistindo de um microcomputador e de um sensor ótico.

    Esse robô não pode ir à mesa e escolher um vinho para você. Não pode degustar, muito menos cuspir o vinho e sequer abrir uma rolha. Mas coloque 5 ml de vinho num pires na sua frente que ele começa a emitir luzes infravermelhas em cima da mostra: em 30 segundos ele identifica os seus componentes. Poderá até dizer de que região o vinha se origina.
    Logo, é uma máquina útil apenas para identificar fraudes, assim mesmo de 30 vinhos devidamente pré-programados.

    Se for essa a ameaça, os sommeliers estão salvos.

    O WinePod. O perigo viria do novíssimo WinePod? Com ele você pode fazer o seu próprio vinho em casa. Tem o formato de uma grande taça, integra todos os aspectos da produção, do equipamento e fontes de uvas até consultas e enólogos. Nele, as uvas são prensadas, fermentadas e amadurecidas numa só unidade, fácil de usa, diz a publicidade. Admite conexão sem fio com o seu computador onde um software exclusivo vai ajuda-lo a controlar a fermentação, além de facilitar acesso a vinicultores que já operam com esse equipamento. A empresa vendedora fornece também as uvas que você quiser, já maduras para que sejam prensadas e fermentadas. O vinho amadurece num tanque de aço inoxidável (que também integra a pensa). Tudo isso controlado de uma telinha de PC, em sua casa.

    Tem a capacidade de processar 56 litros de uvas, que resultarão em 4 a 5 caixas de vinho. Não precisa de instalação especial. Apenas de um lugar ventilado onde exista uma tomada. Custa US$ 3.499,00 e vendeu bem no Natal passado, nos Estados Unidos. Veja aqui.
    O sommelier certamente não estaria na berlinda com o WinePod. Talvez, os produtores de vinho. É um brinquedinho para aficionadas com a carteira obesa.

    O eSommelier. Esse é até mais caro: custa US$ 5 mil. E destina-se aos colecionadores de vinho - ou a quem possua uma senhora adega (e neste caso temos alguns restaurantes e hotéis).

    Seu nome completo é eSommelier Wine Management Server: da telinha de um palm top você sabe a quantas anda a sua adega. Onde estão os brancos, os tintos, os espumantes etc. Sua origem, quando (e por quanto) foram comprados, quais as garrafas que estão prontas para beber e aquelas que ainda vão esperar algum tempo. Esse computador portátil pode estar na própria adega, no seu escritório ou na sua mala de viagem. O acesso é imediato, ao toque de um dedo.

    O eSommelier pode estar também no balcão do restaurante, ajudando o sommelier a indicar vinhos, ou a comprá-lo para repor aquelas garrafas já vendidas. Logo, pode ser uma ameaça aos sommeliers profissionais, já treinados. O dono do restaurante, com ajuda desse brinquedinho, pode querer substituí-lo por um amador.

    O Vinio. A ameaça pode estar aqui, nesse novíssimo recurso, feito para o amante do vinho que queira ajuda ao escolher sua garrafa num restaurante ou numa loja. É um lançamento recentíssimo da HP (chamado HP tc4400 Tablet PC). Foi criado por um sommelier (a idéia, o conteúdo), Andrew Bradbury. Veja aqui.

    Trata-se de uma lista de vinhos interativa. O pequeníssimo computador facilita ao seu usuário selecionar seus vinhos por varietal, safra, país ou região de origem, preço e até mesmo por recomendações de críticos e outros usuários. Podem também saber das possibilidades de combinações entre vinhos e comidas. Seu tamanho pequeno e formato delgado permite seu uso numa mesa de restaurante. Funciona também ao toque de um dedo e permite tomada de notas através de um estilete. Acaba que os fregueses vão se sentir sommeliers.

    Os donos de restaurantes já estão tendo a mesma sensação. Já viram que podem controlar melhor os inventários de seus vinhos, reduzir custos e aumentar vendas (até porque vão precisar muito pouco de pessoal especializado no salão). É o mais barato e o mais sério de todos esses brinquedinhos: US$ 1.480,00 nos Estados Unidos, agora.

    O sommelier desaparece? Mas quem é que vai alimentar todos esses brinquedinhos, criar todo o seu conteúdo, tanto em casa quanto nos restaurantes? Só um sommelier profissional poderá fazer isso à perfeição.

    É natural que encontremos muita gente ainda despreparada. O número de pessoas que adotaram o vinho como sua bebida preferida tem aumentado muito rapidamente e já é maior do que o de profissionais do vinho em restaurantes e hotéis. Um pessoal cujo preparo demanda tempo e um investimento razoável.

    Com informática ou sem ela, um restaurante que queira despontar no serviço de vinhos vai precisar de um profissional treinado, de um sommelier. Seu pessoal ainda não está maduro? Pois a Associação Brasileira de Sommeliers (entre outras) está aí mesmo para providenciar treinamento de alto nível e prepará-los devidamente para enfrentar qualquer brinquedinho da moda. Faz isso há vinte anos.

    A amiga já topou com algum garçom do vinho dizendo que o 2004 é na verdade o mesmo vinho de 2003, "só um aninho de diferença", confundindo um calhambeque com as uvas de uma determinada safra?

    Conte para nós as suas experiências, leitora. Clique para o Bolsa ou para a Soninha no soniamelier@terra.com.br